A Infracommerce cancelou a Assembleia Geral Extraordinária (AGE) que estava marcada, em segunda convocação, para 1º de outubro de 2025, no formato digital pela plataforma Ten Meetings. Com isso, o edital de convocação publicado na edição de 23 de setembro do Diário Comercial de São Paulo fica sem efeito. O comunicado, assinado pelo presidente do Conselho, Ivan Luiz Murias dos Santos, informa que a administração fará nova convocação em data oportuna, também em segunda convocação, observando os prazos da Lei 6.404 e a regulação aplicável. O ajuste preserva a segurança do calendário societário em um momento de reorganização do capital e de cumprimento de janelas legais associadas às emissões em curso, incluindo a rerratificação dos aumentos de capital e extensão do direito de preferência até 16/10.
Este cancelamento não altera a direção estratégica; ao contrário, sinaliza a continuidade da disciplina formal que a companhia vem adotando desde o início do ciclo de desalavancagem. Ao sincronizar assembleias com os marcos de capitalização e conversão, a administração reduz ruído processual, evita sobreposições de prazos e preserva a previsibilidade para acionistas e credores-acionistas. Esse alinhamento é coerente com o movimento deliberado pelo Conselho no começo de setembro, quando aprovou a migração de passivos para patrimônio por meio do aumento de capital aprovado em 5 de setembro, com conversão de créditos em ações e ratificação de debêntures.
Em 2025, a companhia também tratou de padronizar a vitrine do papel para sustentar liquidez e elegibilidade, concluindo etapas operacionais do grupamento que simplificaram o free float e eliminaram ruído de frações residuais — uma base mais organizada facilita a execução de agendas societárias subsequentes. Esse arranjo foi materializado no leilão de frações que concluiu o grupamento 20:1. Em paralelo, a normalização acionária avançou com a saída de investidores relevantes do bloco, o que ampliou o free float e reduziu concentração, após as rodadas de conversões e ajustes de preço das emissões, com rebalanceamentos graduais de posição e sem sinalização de mudança de controle, refletindo maturação pós-reestruturação, como se observou na redução da participação da Vermelha do Norte para 0,50%. Ao somar esses marcos, o cancelamento pontual da AGE aparece como uma pausa tática para reconvocação dentro do mesmo roteiro: capital mais limpo, governança processual e foco na execução operacional no segundo semestre.






