Em 14 de setembro de 2025, a Infracommerce rerratificou os aumentos de capital e corrigiu o preço de emissão para R$ 0,38 (antes R$ 0,28), após recalcular a média ponderada de 30 pregões pelo volume, impactada pelo grupamento ocorrido no período. A deliberação ajusta, sem alterar a essência das operações, o aumento de capital aprovado em 5 de setembro, que previa a capitalização de créditos da GB Securitizadora (Notas Comerciais) e a conversão parcial de debêntures. Com o novo preço, a tranche de Notas Comerciais passa a emitir 117.408.502 ações ordinárias, enquanto a tranche de Debêntures corresponderá a R$ 5.311.821, com 13.978.476 ações. No caso das Notas Comerciais, os acionistas terão direito de preferência na proporção de 1,120771853 nova ação por ação detida em 11/09/2025, e o prazo de exercício foi estendido até 16/10/2025, respeitando o intervalo legal. Os demais termos permanecem inalterados, conforme Aviso aos Acionistas reapresentado.
O ajuste técnico decorre da necessidade de compatibilizar o VWAP com os efeitos do grupamento 20:1 e sua operacionalização no mercado, que alteraram a dinâmica da cotação média no período-base. Na prática, o recálculo refina a precificação por ação sem mudar o objetivo: converter passivos em patrimônio com baliza objetiva de preço e cronograma claro. Esse contexto se conecta aos marcos da reorganização do capital concluída no mercado secundário, como o leilão de frações que concluiu o grupamento 20:1, e explica por que o direito de preferência ganhou alguns dias adicionais e por que a quantidade de ações a emitir foi recalibrada. A medida reforça a previsibilidade do processo e minimiza ruído operacional para os acionistas que pretendem acompanhar a emissão.
Estratégicamente, a companhia mantém o eixo de desalavancagem ao trocar juros por diluição programada, preservando caixa e reduzindo a despesa financeira prospectiva por meio da capitalização de créditos e da conversão de debêntures. Esse racional já vinha aparecendo nos números, com destaque para o resultado do 2T25 que consolidou a etapa de desalavancagem, quando o efeito caixa do resultado financeiro caiu pela predominância de instrumentos conversíveis a serem liquidados em capital. A rerratificação agora dá continuidade a essa trilha: alinha preço ao VWAP ajustado, assegura o cumprimento de prazos legais e mantém a disciplina de execução no calendário societário, preparando a empresa para focar operação e sazonalidade do segundo semestre com estrutura de capital mais leve.
Do ponto de vista societário, a combinação de preço ajustado, direito de preferência e conversões tende a redesenhar participações relativas e ampliar a dispersão do capital, em linha com a normalização observada recentemente. Esse movimento já se manifestou com a redução da participação da Vermelha do Norte para 0,50% em 9 de setembro, sinalizando o fim do ciclo de reestruturação e a transição para uma base mais pulverizada. A nova rodada, ancorada por VWAP e preferência, deve favorecer o “fine-tuning” de posições entre credores-acionistas e investidores de longo prazo, mantendo o foco em governança e elegibilidade do papel.







