Nesta terça-feira, 9 de setembro de 2025, a Infracommerce (IFCM3) informou que a Vermelha do Norte Participações S.A., somada às suas subsidiárias, reduziu sua posição para 0,50% do capital, equivalente a 457.923 ações. A investidora afirmou que a participação tem objetivo de investimento e pode ser ajustada conforme condições de mercado, sem uso de derivativos e sem acordos de voto, em linha com o Art. 12 da Resolução CVM 44/21.
Este movimento consolida a normalização da base acionária após a fase de desalavancagem e capitalizações de 2025. Em julho, a própria Vermelha já havia sinalizado essa direção com a redução da participação da Vermelha do Norte para 9,91% em julho. A queda agora para 0,50% representa praticamente a saída da investidora do bloco relevante, ampliando o free float e a dispersão do capital. O caráter tático da carta — “poderá ser aumentada ou reduzida conforme condições de mercado” — reforça que se trata de rebalanceamento de portfólio em um papel que passou por reorganização societária (grupamento, leilão de frações) e recomposição de estrutura de capital.
A trajetória no ano revela um ciclo completo: entrada por conversão de créditos, seguida de ajustes conforme a liquidez amadureceu. Em junho, a Vermelha havia realizado a ampliação para 10,93% via capitalização de créditos em junho, alinhada à estratégia de trocar dívida por equity para reduzir o custo financeiro e preservar caixa. A partir dessa base, a investidora executou, em sequência, movimentos de realização e rotação, primeiro cortando a posição abaixo de 10% e agora a 0,50%. Esse padrão é consistente com a transição da companhia para uma base mais pulverizada, sem indicação de mudanças de controle.
Em paralelo, a própria estrutura de capital continuou a ser reconfigurada, com novas conversões e capitalizações que redesenham participações relativas. Em 5 de setembro, o Conselho aprovou um aumento de capital aprovado em 5 de setembro, com conversão de créditos em ações, além de ratificar conversões de debêntures, precificado por VWAP e com direito de preferência, reforçando a troca de juros por diluição programada. Esse calendário societário tende a estimular o “fine-tuning” de posições por investidores que ingressaram como credores-acionistas, aumentando a circulação de papéis. De forma convergente, também se observou a redução da participação da GB Securitizadora para 4,72%, ilustrando o mesmo arco de normalização pós-reestruturação: desalavancagem concluída, capital mais limpo e foco na execução operacional enquanto a base acionária se dispersa.






