Em 22 de setembro de 2025, a Ambipar (AMBP3) anunciou a saída de João Daniel Piran de Arruda do cargo de Diretor Financeiro e a nomeação de Ricardo Rosanova Garcia — até então Diretor de Relações com Investidores — para acumular as funções de Finanças e RI. A companhia destacou que a decisão, tomada pelo Conselho e em linha com o Regulamento do Novo Mercado, busca fortalecer a estrutura de capital, a governança e a transparência. Este movimento consolida o rearranjo de governança de 16 de setembro, quando Ricardo Rosanova foi eleito DRI e a AGE para eleger Ricardo Chagas à presidência do Conselho foi convocada, reforçando a conexão entre execução operacional, conselho e comunicação com o mercado.

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Ao centralizar Finanças e RI, a Ambipar tende a unificar discurso e alocação de capital, reduzindo ruídos entre guidance, estrutura de capital e execução de integração. O passo dá continuidade à disciplina de capital e ao foco em previsibilidade de disclosure que a administração já vinha sinalizando nos resultados do 2T25, quando a administração enfatizou integrações, geração de caixa e evolução de governança. Na prática, o acúmulo de funções por um perfil que já vinha à frente do relacionamento com investidores pode acelerar a leitura de prioridades (desalavancagem, CAPEX seletivo, integração de aquisições) e a conversão da tração operacional em percepção de valor pelo mercado, com mensagens mais consistentes sobre cronogramas, metas e métricas de performance.

O ajuste também dialoga com a fase de maior escrutínio regulatório que demanda governança coesa e comunicação acurada. A nomeação de um CFO/DRI único tende a reduzir assimetrias de informação e a calibrar políticas sensíveis — como recompra e planos de incentivo — com processos, limites e transparência. Esse alinhamento é especialmente relevante após a abertura do PAS sobre o programa de recompra e o limite de 10% do free float, que exige coordenação fina entre Conselho, compliance e execução. Em síntese, a nova configuração fortalece o ciclo de governança iniciado em setembro, aproxima decisão e narrativa de capital e cria melhores condições para sustentar a confiança do mercado enquanto a empresa avança na integração operacional e na geração de caixa.

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