Nesta terça-feira, 16 de setembro de 2025, a Ambipar aprovou mudanças na alta gestão: Pedro Borges Petersen deixou o cargo de Diretor de Relações com Investidores (DRI) para assumir como Senior Advisor de Operações, com foco em projetos de eficiência; Ricardo Rosanova Garcia foi eleito novo DRI. Na mesma reunião, o Conselho convocou AGE para 10 de outubro de 2025 a fim de deliberar sobre a eleição de Ricardo Chagas — atual diretor-presidente da Ambipar Emergency Response nos Estados Unidos — como novo membro e Presidente do Conselho. As alterações compõem um novo organograma de governança e sinalizam reforço simultâneo de execução operacional e de comunicação com o mercado.
Este rearranjo de governança consolida a virada operacional e a disciplina de capital que a administração vem priorizando desde os resultados do 2T25, quando a companhia enfatizou integrações, geração de caixa e evolução de governança. Ao migrar um ex-DRI para uma função de advisor dedicada à eficiência, a Ambipar insere a ótica de mercado na rotina de ganhos de produtividade, enquanto a escolha de Chagas para presidir o Conselho conecta diretamente a vertical Response — relevante nos EUA — às decisões estratégicas do colegiado. Em paralelo, a chegada de um novo DRI tende a aprimorar a narrativa de alocação de capital, suporte à desalavancagem e previsibilidade de disclosure, pilares que sustentam margens e integração de aquisições.
Do ponto de vista regulatório, as mudanças também dão continuidade à postura de prudência após a decisão da CVM de 29 de julho que afastou a OPA obrigatória. Com a remoção dessa incerteza, a companhia vem substituindo movimentos societários complexos por reforços graduais de governança e liquidez, alinhando Conselho, operação e RI. A AGE para eleger o presidente do colegiado coroa esse processo ao estabilizar a interlocução com stakeholders, fator útil num cenário de integração, padronização de processos e captura de sinergias entre Environment e Response, além da necessidade de calibrar políticas internas como recompra e LTIP com total transparência e previsibilidade de cronogramas e métricas. Esse cuidado é especialmente pertinente diante da abertura do PAS sobre o programa de recompra e o limite de 10% do free float, que exige comunicação acurada, governança robusta e integração entre Conselho e diretoria para evitar desencontros entre execução, compliance e incentivos de longo prazo.







