O Grupo Mateus (GMAT3) reportou no 2T25 receita líquida de R$ 8,78 bilhões (+14,9% a/a), EBITDA pós IFRS 16 de R$ 704,9 milhões (+24,7%) e margem de 8,0%, com lucro líquido de R$ 349,2 milhões (+6,7%). O SSS consolidado foi de 6,1% (7,3% sem Eletro), refletindo aceleração em Atacado B2B (+29,5% de receita) e Atacarejo (+16,3%), enquanto o Eletro recuou 12,0% e segue em ajuste. No trimestre, houve a abertura de 4 lojas de atacarejo e o fechamento de 10 lojas de Eletro, reforçando o redesenho do mix. A disciplina financeira permanece: CAPEX de R$ 255,6 milhões, ciclo de caixa de 72 dias (–2 dias a/a) e Dívida Líquida/EBITDA ajustado (pré IFRS 16) de 0,47x.
Esse desempenho operacional e a racionalização do portfólio dão continuidade à expansão no Nordeste e preparam o terreno para as sinergias da conclusão do controle de 51% do Novo Atacarejo em 1º de julho. Como a operação foi concluída na virada do trimestre, seus efeitos devem aparecer a partir do 3T25, mas o 2T25 já sinaliza a direção: Atacado B2B +29,5%, Atacarejo +16,3% e ganho de SSS ao excluir Eletro, que segue em retração e teve dez lojas fechadas no período.
Pelo lado financeiro, a alíquota efetiva de IR de 8,8% no trimestre foi apoiada por R$ 150,7 milhões em JCP e pela compensação de prejuízo fiscal. O uso recorrente de instrumentos de remuneração ao acionista reforça a disciplina de capital, em linha com o JCP de R$ 150,6 milhões aprovado em junho. Esse instrumento, somado à compensação de prejuízos fiscais, explica a alíquota efetiva de 8,8% no trimestre e preserva caixa para expansão. Com dívida líquida/EBITDA de 0,47x e ciclo de caixa em 72 dias, a companhia mantém flexibilidade para acelerar aberturas e capturar sinergias.
Essa combinação de crescimento com baixa alavancagem é consistente com a avaliação de risco recente: a Fitch reafirmou o rating AAA (bra) do Grupo Mateus em agosto, destacando escala, diversificação e perfil financeiro conservador. Os números do 2T25 corroboram essa tese, ao mostrar avanço de margem bruta (+0,6 p.p.), ganho de EBITDA e continuidade do ajuste no Eletro, enquanto o atacarejo ganha peso – pilares que devem ser intensificados com a integração do Novo Atacarejo nos próximos trimestres.







