Em 18 de setembro de 2025, o Grupo Mateus (GMAT3) informou que a Squadra Investimentos elevou sua participação acionária para 5,02%, equivalente a 112.885.680 ações ordinárias, das quais 1.844.860 estão alugadas. Segundo a correspondência, a posição não busca alterar o controle ou a estrutura administrativa. O aviso atende ao art. 12 da Resolução CVM 44/21; a carta é datada de 17 de setembro de 2025 e o comunicado é assinado pelo VP financeiro e diretor de RI, Tulio José Pitol de Queiroz.
Para o mercado, a elevação de participação por uma gestora relevante no patamar de divulgação obrigatória tende a sinalizar confiança na execução recente. No resultado do 2T25, com aceleração em Atacarejo e redesenho do mix, o Mateus mostrou receita em alta, SSS positivo, avanço de dois dígitos em Atacado B2B e Atacarejo e fechamento de lojas de Eletro, reforçando foco em formatos mais rentáveis. Houve disciplina de capital com CAPEX contido, ciclo de caixa encurtando e alavancagem baixa, além de remuneração via JCP, elementos que reduzem risco de execução e sustentam a expansão.
A leitura de crescimento com produtividade também aparece no 3T25, à medida que a companhia densifica praças estratégicas e captura sinergias operacionais na rota Norte–Nordeste. A inauguração do atacarejo em Feira de Santana e a densificação da Bahia conectam-se à integração do Novo Atacarejo (PE, PB, AL), ampliando a base de clientes, melhorando logística e poder de negociação com fornecedores. Esses movimentos compõem um ciclo de expansão disciplinado que reforça o case de escala e recorrência, fundamentos que podem sustentar o interesse de investidores institucionais.
Sob a ótica de risco e custo de capital, a manutenção de uma estrutura financeira conservadora ajuda a explicar o apetite de longo prazo. A companhia teve seu rating AAA (bra) reafirmado pela Fitch em agosto, com destaque para a baixa alavancagem e a flexibilidade para financiar aberturas sem pressionar o balanço. Esse selo de crédito, somado à execução operacional e ao foco em formatos de maior produtividade, compõe um pano de fundo coerente com a comunicação da Squadra de que a participação não visa alterar o controle, mas se expor ao potencial de geração de caixa de longo prazo.







