Em 16 de setembro de 2025, a ALLOS (ALOS3) comunicou a renúncia de Luiz Alves Paes de Barros ao cargo de membro efetivo do Conselho de Administração e, na mesma data, aprovou a nomeação de Eduardo Christovam Galdi Mestieri para o Conselho, com mandato até a primeira Assembleia Geral a ser realizada. O processo seguiu a Lei 6.404/76, a Resolução CVM 44/21 e o Estatuto Social. Mestieri é sócio fundador da Alaska Asset Management, atua como analista de renda variável, integra comitês de Gestão, Produtos e Financeiro, é conselheiro da Cogna, conselheiro fiscal do Magazine Luiza e foi conselheiro fiscal da Sonae Sierra (2017–2019). A companhia agradeceu a Luiz Alves pelos serviços prestados e destacou a contribuição esperada do novo conselheiro.

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Estratégicamente, a mudança reforça uma agenda de governança orientada a capital markets e eficiência decisória. Um Conselho com forte leitura de alocação de capital e estrutura societária tende a acelerar a execução do pipeline e a previsibilidade de fluxos que a companhia construiu nos últimos trimestres. Esse movimento dá continuidade à simplificação e redução de fricções promovidas na reorganização societária aprovada em julho, que enxugou camadas intermediárias, reduziu custos e aumentou a transparência econômica dos ativos — uma base importante para decisões mais ágeis e coerentes com a criação de valor por ação.

Além do eixo de governança, a nomeação ocorre em um ciclo no qual a ALLOS tem reforçado disciplina de capital e previsibilidade de retorno ao acionista. O escalonamento de proventos, a calibragem dos valores ao efeito das recompras e a ênfase em métricas por ação indicam um Conselho atento a coerência entre geração de caixa e distribuição. Esse padrão ficou evidente na distribuição de R$ 153 milhões e consolidação da disciplina de capital, quando a companhia combinou dividendos e JCP, preservou liquidez e alinhou pagamentos à capacidade recorrente, ancorada por melhoria operacional e recebíveis de longo prazo. Um perfil de conselheiro com experiência no buy side tende a fortalecer esse arcabouço, convertendo execução em previsibilidade para investidores.

Por fim, a renovação no Conselho também dialoga com a evolução recente da base acionária. O ingresso de um novo conselheiro com visão de investidor ocorre após a entrada da Fourth Sail como acionista relevante (5,01%) em agosto, marco que reconfigurou o free float e sinalizou maior tração do equity story. Em conjunto, a simplificação societária, a disciplina de capital e a atração de investidores de longo prazo formam um fio condutor: governança mais enxuta, foco em métricas por ação e fortalecimento da tese. A troca de assento no Conselho aparece, assim, não como evento isolado, mas como continuidade lógica de uma estratégia que busca eficiência, previsibilidade e alinhamento com o mercado.

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