Nesta quarta-feira, 10 de setembro de 2025, o BTG Pactual (BPAC3, BPAC5, BPAC11) respondeu a ofício da CVM solicitando esclarecimentos sobre matéria do O Globo Online que sugeria interesse de André Esteves em investir na Cosan e, possivelmente, na Raízen, inclusive com entrada no bloco de controle. No comunicado ao mercado, o banco afirmou que não está diretamente envolvido em qualquer negociação relacionada à transação mencionada e que não identificou motivo para caracterizar fato relevante, conforme a Resolução 44/21. A manifestação, assinada pelo diretor de RI Renato Hermann Cohn, ocorre no âmbito do Processo CVM 19957.011332/2025-13, com prazo de atendimento até 10.10.2025 e previsão de multa diária em caso de descumprimento.

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O esclarecimento reforça a disciplina de governança e de disclosure do BTG: quando há operação material, o banco formaliza a comunicação com escopo, valores e condições precedentes. Foi o caso da aquisição de 100% do HSBC Uruguai por US$ 175 milhões, alinhada à expansão internacional e submetida às aprovações regulatórias. Naquele episódio, a instituição detalhou ativos, carteira de crédito e a necessidade de aval do Banco Central, evidenciando que eventos efetivamente relevantes são divulgados prontamente, diferentemente de especulações de mercado que, isoladamente, não configuram obrigação de fato relevante segundo a regulamentação aplicável.

No eixo de participações, a companhia também tem histórico de transparência ao tornar públicas intenções de investimento quando há tratativas concretas, preservadas as condições precedentes. Exemplo disso foi a intenção de elevar participação na Metalfrio a 47,5% condicionada ao CADE, classificada como operação corriqueira em ativos líquidos e comunicada com parâmetros à CVM. Esse padrão delimita a fronteira entre optionalidades estratégicas e fatos que exigem comunicação imediata; assim, a menção na imprensa serve como sinal de interesse de mercado, não como confirmação de negociação em andamento.

Para investidores, a mensagem é que a instituição preserva optionalidade estratégica, mas segue critérios de materialidade e governança antes de acionar o rito de fato relevante. A robustez operacional recente também confere capacidade de avaliar oportunidades sem pressa, como se viu no 2T25 de recordes, com lucro líquido ajustado de R$ 4,182 bi e ROAE de 27,1%, além de avanço em Investment Banking, Sales & Trading e capital confortável. Em outras palavras, o banco pode ser citado em potenciais movimentos, mas só formaliza quando a operação está estruturada e coerente com seu roteiro estratégico.

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