O BTG Pactual entregou um 2T25 de recordes, com lucro líquido ajustado de R$ 4.182,1 milhões, receita de R$ 8.294,1 milhões e ROAE ajustado de 27,1%. Versus o 1T25, as receitas cresceram 21,3% e o lucro 24,2%; na base anual, +38,5% e +42%, respectivamente. O banco reportou captação líquida de R$ 59,0 bilhões em Asset & Wealth, levando o AuM/WuM a R$ 2,1 trilhões; carteira de crédito de R$ 237,9 bilhões; Basileia em 16,2% e LCR em 170,1%. Por negócios, IB somou R$ 782,1 milhões (+105,6% t/t), Sales & Trading R$ 1.913,0 milhão (+45,8% t/t) e Corporate Lending R$ 2.106,8 milhões (+9,0% t/t). A eficiência ajustada melhorou para 35,6% mesmo com maior provisionamento de bônus e amortização de ágio relacionada à aquisição da Julius Baer.
O desempenho consolida a reabertura de mercados de capitais e dá continuidade à aquisição de 100% do HSBC Uruguai, ampliando a presença regional em Wealth, Corporate Lending e Investment Banking, transação ainda sujeita a aprovações, inclusive do Banco Central do Brasil. O reforço das franquias no Uruguai tende a alimentar o pipeline cross-border, enquanto a retomada de DCM e o forte ritmo de M&A ajudam a explicar a alta de 105,6% t/t em IB. Somam-se a isso o avanço de 45,8% em Sales & Trading, a captação líquida robusta nas plataformas de gestão e o fortalecimento da agenda ESG — com a atualização do Sustainable Financing Framework e prêmios no Sustainable Debt Awards —, elementos que ampliam a capacidade de originação e monetização em dívida sustentável.
Ao mesmo tempo, o BTG preserva disciplina de capital. A combinação de Basileia em 16,2%, LCR em 170,1% e eficiência de 35,6% se reflete na distribuição de JCP aprovada em 5 de agosto de 2025, sinalizando capacidade de remunerar o acionista sem comprometer o crescimento. O anúncio, feito poucos dias antes destes resultados, reforça a estratégia de equilibrar expansão orgânica e inorgânica com retorno ao capital, mesmo em um trimestre com provisões maiores por bônus e amortização de ágio. Essa engenharia financeira sustenta a captura da reabertura de mercado e a integração de aquisições, mantendo o ROAE em patamar elevado.
No eixo de participações, a geração de valor aparece na linha Participations (R$ 278,6 milhões no trimestre, refletindo Banco Pan e Too Seguros) e ganha tração adicional com operações oportunísticas em ativos líquidos, como a intenção de elevar participação na Metalfrio a 47,5%, ainda condicionada ao CADE. Esse braço complementa o motor de receitas recorrentes, diversifica fontes (via dividendos, desinvestimentos e marcação a mercado) e dialoga com a expansão internacional, compondo uma tese de crescimento que combina escala bancária, presença regional e opcionalidades de retorno.







