A Suzano (SUZB3) registrou lucro líquido de R$ 5,012 bilhões no segundo trimestre de 2025, revertendo o prejuízo de R$ 3,766 bilhões do mesmo período de 2024. O EBITDA ajustado da companhia atingiu R$ 6,1 bilhões, crescimento de 25% ante o primeiro trimestre, evidenciando a resiliência operacional mesmo diante da pressão nos preços da celulose.
As vendas de celulose totalizaram 3.269 mil toneladas, aumento expressivo de 28% comparado ao 2T24, beneficiadas pelo maior volume produzido a partir da nova operação de Ribas do Rio Pardo. O desempenho compensou a queda de 21% no preço médio líquido da celulose no mercado externo, que ficou em US$ 555 por tonelada, cenário que justifica a estratégia de redução de produção de 3,5% anunciada em agosto para preservar rentabilidade diante do mercado desafiador. Esta abordagem conservadora demonstra-se acertada, permitindo que a empresa mantivesse margens saudáveis mesmo com preços pressionados.
A geração de caixa operacional alcançou R$ 4,1 bilhões no trimestre, elevação de 58% versus o período anterior. O custo caixa de produção de celulose sem paradas manteve-se estável em R$ 832 por tonelada, demonstrando a eficiência operacional da companhia e os primeiros reflexos dos investimentos de R$ 1,317 bilhão na ampliação da idade média da base florestal através do acordo com a Eldorado Brasil. A alavancagem em dólares ficou em 3,1 vezes, dentro dos parâmetros estabelecidos pela empresa.
Destaque para o anúncio da criação de joint venture com a Kimberly-Clark Corporation, onde a Suzano deterá 51% do capital por US$ 1,734 bilhão. A operação contempla 22 fábricas de tissue em 14 países, com capacidade de 1 milhão de toneladas anuais. O fechamento está previsto para meados de 2026, condicionado às aprovações regulatórias. Os investidores devem acompanhar a execução dessa estratégia de diversificação e os próximos movimentos de preços da celulose no mercado internacional.







