Em 3 de setembro de 2025, o Banrisul concluiu e liquidou a 4ª emissão de Letras Financeiras Subordinadas, formalizando o que havia sido sinalizado no Fato Relevante de 15 de agosto. O movimento, comunicado sob a égide da Lei 6.404/1976 e das Resoluções CVM 80/2022 e 44/2021 e assinado pelo Vice-Presidente e Diretor de Finanças e RI, Luiz Gonzaga Veras Mota, transforma a autorização em capital regulatório efetivo, elegível ao Nível II, e reforça a estratégia de alongamento do passivo em instrumentos atrelados ao CDI. Em linha com os termos previamente aprovados — montante de até R$ 300 milhões, prazo de 10 anos, remuneração de DI + 1,65% a.a. e resgate apenas a partir do quinto ano —, a execução consolida a 4ª emissão de letras financeiras subordinadas (Nível II) aprovada em 15 de agosto.

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Na prática, o banco preserva folga de capital e reduz risco de rolagem ao repetir o ciclo de aprovar e rapidamente converter em funding de longo prazo, algo crucial em um momento de aceleração seletiva do crédito e de custos financeiros ainda sensíveis ao CDI. A decisão também reforça previsibilidade do custo regulatório, uma vez que essas LFSN estendem a duração do passivo e suavizam pressões sobre o Nível I em fases de expansão da carteira. Essa cadência operacional reproduz o padrão visto na tranche anterior, com autorização seguida de emissão e liquidação em poucos dias, como ficou evidenciado na conclusão e liquidação da 3ª emissão em 11 de agosto.

Estratégica e financeiramente, o reforço do Nível II dá sustentação direta ao guidance de disciplina de capital e dividendos: o banco tem atrelado o payout à manutenção de um colchão prudencial acima do mínimo regulatório, preservando Basileia enquanto acelera linhas de melhor risco‑retorno. Ao ancorar o crescimento em instrumentos elegíveis e funding previsível, o Banrisul cria espaço para expandir a carteira PF/PJ sem comprometer solvência, em coerência com o que foi comunicado no trimestre anterior — Basileia de 16,2%, inadimplência controlada e manutenção do pagamento trimestral de JSCP com payout de 40% — conforme a apresentação institucional do 2T25, que detalhou Basileia de 16,2% e payout de 40%.

Do ponto de vista de governança e apetite a risco, a liquidação da 4ª emissão acontece em um contexto de fortalecimento dos controles, reforçando a coerência entre crescimento e preservação de capital. A chegada de um executivo dedicado a riscos amplia a capacidade de calibrar limites, validar modelos e monitorar concentrações, ajudando a direcionar a originação para faixas de melhor risco‑retorno e a compatibilizar remuneração ao acionista com resiliência regulatória. Essa agenda ganhou tração com a posse do novo Diretor de Riscos em 26 de agosto, que passa a ter papel central na orquestração entre capital, liquidez e expansão comercial — um passo que fecha o ciclo: robustez de Nível II, execução ágil de funding e governança alinhada para sustentar a trajetória de crescimento com qualidade.

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