O GPA (PCAR3) informou em 1º de setembro de 2025 que Ronaldo Iabrudi dos Santos Pereira reduziu sua participação para aproximadamente 3,22% do capital votante, equivalente a 15.807.167 ações ordinárias. Segundo a correspondência enviada nos termos do art. 12 da Resolução CVM nº 44, a posição mantém caráter de investimento minoritário, sem intenção de influenciar o controle ou a administração, sem derivativos ou acordos de voto, e é detida direta e indiretamente via Brasilprev Renda Total RI FI Multimercado, Icatu Seg RIP FI Multimercado, Itaú Flexprev Ja2020 FI Multimercado Crédito Privado e Santander Prev PB Albatroz II FI Multimercado Crédito Privado. O acionista solicitou a divulgação à CVM e à B3; o RI do GPA permanece à disposição.
Este movimento se insere na reconfiguração da base acionária que ganhou tração com a elevação da participação para 24,6% e formação de bloco estável. Desde então, a companhia opera com um núcleo doméstico mais representativo, o que tende a aumentar a previsibilidade de voto e o alinhamento com uma agenda de execução disciplinada. A redução de uma posição individual, como a de Iabrudi, não altera o controle e parece parte de um ajuste fino do free float, em que investidores com perfil de longo prazo consolidam espaço enquanto participações minoritárias seguem rotacionando sem ruptura estratégica. Em termos práticos, reforça-se um arcabouço em que a estabilidade do capital votante convive com ajustes táticos de investidores financeiros.
No mesmo fio, investidores institucionais estrangeiros também calibraram exposição, caso da redução de participação da Nuveen para 3,81% em 22 de agosto. A leitura combinada é de rotação natural do free float com manutenção da mensagem corporativa: investimentos passivos abaixo de patamares relevantes convivem com um bloco estável acima de 20%, recalibrando o quórum sem alterar a diretriz estratégica comunicada. A comunicação de Iabrudi, detalhando a ausência de acordos e derivativos, reforça esse padrão: participação minoritária, caráter financeiro e transparência regulatória. Para o investidor, o efeito líquido é mais previsibilidade na governança e menor ruído sobre potenciais movimentos de controle.
Em governança, essa recomposição de pesos dialoga com a agenda de atualização do colegiado, endereçada pelo pedido de AGE para destituição integral do Conselho de Administração e eleição de novos membros. O objetivo declarado foi aproximar representatividade econômica e competência técnica do Board. Uma base acionária mais estável aumenta a chance de um desenho institucional coerente com o ciclo atual — foco em supervisão de riscos, disciplina de capital e execução. A redução de Iabrudi, mantida como investimento minoritário e sem intenção de influência, confirma o arranjo: estabilidade com ajustes incrementais, preservando ritos e elevando accountability.
No plano estratégico, a nova configuração do capital sustenta a virada operacional que prioriza rentabilidade e maturação de lojas, em linha com a descontinuação das projeções de 300 lojas. Com menos ênfase em expansão acelerada e mais em ROIC, produtividade e geração de caixa, a presença de um bloco estável e a transparência de investidores minoritários criam um ambiente propício para decisões criteriosas de portfólio e para o acompanhamento rigoroso de KPIs. Em síntese, a comunicação de hoje consolida o capítulo de rotação acionária com continuidade estratégica: capital social mais previsível, governança em ajuste fino e execução orientada a retorno.







