A Usiminas (USIM3, USIM5, USIM6) informou que, em 28 de agosto de 2025, executou o resgate antecipado facultativo da 1ª Série da 9ª Emissão de debêntures, no montante de R$ 160,19 milhões, conforme a Escritura de Emissão de 08/11/2022 (aditada em 07/12/2022). A medida, coerente com a gestão ativa de passivos, simplifica o perfil da dívida e tende a reduzir despesas financeiras. A execução conclui a etapa anunciada no comunicado de 21 de agosto que antecipou o resgate e detalhou a disciplina de gestão de passivos.
Na prática, este movimento consolida a virada financeira iniciada com reduções de endividamento e reforço de caixa, ao mesmo tempo em que melhora o custo médio e a previsibilidade do resultado financeiro. Em um ambiente de demanda ainda irregular para aço, encurtar passivos mais onerosos preserva flexibilidade para o ciclo operacional e reduz o risco de carregamento, criando espaço para decisões de preço e mix. A disciplina também dialoga com a comunicação recente da administração sobre foco em retorno sobre o capital investido, com alocação seletiva de recursos e proteção de liquidez, como refletido nos resultados do 2º trimestre, que mostraram queda de alavancagem para 0,50x e virada do fluxo de caixa livre.
No plano estratégico, a gestão de passivos é complementar à agenda industrial: ao reduzir encargos e alongar a estrutura de capital, a Usiminas cria um colchão para projetos multiperíodo que reconfiguram a base de custos, especialmente os ligados ao coque e ao gás de coqueria. Esse alinhamento entre balanço e operação é crucial para atravessar o cronograma de obras sem pressionar a estrutura de capital, reforçando a previsibilidade de execução e os retornos no médio prazo, em continuidade ao investimento de R$ 1,7 bilhão na modernização da Coqueria e à revisão do CAPEX 2025.







