Na terça-feira, 26 de agosto de 2025, a Itaúsa protocolou na CVM o registro de oferta pública de 1.000.000 de debêntures simples, quirografárias, em série única, referentes à 8ª emissão, no montante de R$ 1,0 bilhão. A oferta é destinada a investidores profissionais, sob rito de registro automático. O cronograma indica bookbuilding em 10/09, registro e anúncio de início em 11/09 e liquidação em 12/09. BTG Pactual lidera a coordenação, com UBS BB como coordenador. A companhia optou por alocação discricionária (em vez do leilão holandês), e, conforme a Resolução CVM 160, prospecto e lâmina foram dispensados; os títulos têm restrições de revenda e estão expostos principalmente ao risco de crédito da emissora.
Na prática, o pedido à CVM é a etapa executiva que transforma a deliberação em captação. Ele dá execução à aprovação da 8ª emissão, com destinação dos recursos ao resgate antecipado da 6ª emissão e redução do custo para CDI+0,6% a.a. Ao combinar a nova dívida com R$ 250 milhões de caixa para quitar R$ 1,25 bilhão, a holding alonga a duration para 10 anos (amortizações entre 2032 e 2035), suaviza o cronograma hoje concentrado em 2029-2031 e reforça a gestão ativa de passivos, reduzindo despesas financeiras futuras e risco de refinanciamento.
Esse redesenho do passivo dá continuidade à desalavancagem iniciada no fim de 2022 e acelerada com o resgate antecipado da 2ª série da 4ª emissão em julho de 2025, movimento que reduziu o custo médio, derrubou a dívida bruta e empurrou amortizações mais concentradas para prazos mais longos. Juntas, as frentes de resgate e reaproveitamento de mercado encurtam o spread de crédito, preservam rating e criam folga para manter a remuneração ao acionista sem pressionar a estrutura de capital.
Do ponto de vista de métricas, a nova emissão tende a consolidar a melhora já visível nos indicadores do 1S25 (dívida bruta de R$ 3,6 bi, dívida líquida de R$ 587 mi, custo médio de CDI+1,37% a.a. e quatro anos sem amortização de principal). Ao substituir passivos mais caros por dívida longa direcionada a investidores profissionais, a Itaúsa busca reduzir o custo financeiro estrutural, suavizar vencimentos e capturar valor com disciplina, mantendo a oferta dentro das restrições e salvaguardas da Resolução CVM 160.







