Nesta terça-feira, 12 de agosto de 2025, a Itaúsa reportou resultados recordes no 1S25: lucro líquido de R$ 8,0 bilhões, lucro recorrente de R$ 7,9 bilhões e ROE de 18,0% a.a. Houve avanço de 10% no lucro em relação ao 1S24 e alta de 0,4 p.p. no ROE. O patrimônio líquido alcançou R$ 89,6 bilhões (+7% a/a) e o valor de mercado do portfólio somou R$ 159,3 bilhões (+24% a/a). O período foi impactado positivamente por R$ 67 milhões não recorrentes. Nas investidas, o Itaú Unibanco contribuiu com R$ 8.072 milhões; no bloco não financeiro, destaque para Copa Energia, NTS, Motiva, Alpargatas, Dexco e Aegea, que totalizaram R$ 503 milhões (+23%). Este desempenho dá continuidade à inflexão pós-2022, em linha com os resultados do 2T25, que consolidaram a disciplina de capital e a estratégia de desalavancagem iniciada no fim de 2022, e reforça a resiliência do portfólio diversificado.
Na frente de liquidez, a holding encerrou o semestre com dívida bruta de R$ 3,6 bilhões, dívida líquida de R$ 587 milhões, custo médio de CDI+1,37% a.a. e prazo médio de 6,5 anos, mantendo “4 anos sem amortização de principal”. Desde setembro/22, a dívida bruta recuou 57%, sem amortizações até 2028, com rating AAA. Esse perfil financeiro, que melhora o spread e reduz o risco de refinanciamento, é resultado de uma gestão ativa de passivos combinada a reforço de caixa e seleção criteriosa de investimentos. Entre os movimentos mais relevantes, destacou-se o resgate antecipado das debêntures da 2ª série da 4ª emissão em 15/07/2025, que diminuiu o custo médio e acelerou a desalavancagem, dando tração à capacidade de manter remuneração elevada ao acionista sem pressionar a estrutura de capital.
Quanto à remuneração, a Itaúsa pagará JCP líquidos de R$ 2,3 bilhões em 29/08/2025, incluindo R$ 1.737 milhões (R$ 0,158/ação; posição em 18/08/2025), declarados em 11/08/2025, e R$ 553 milhões (R$ 0,050/ação; posição em 20/06/2025), declarados em 16/06/2025. O calendário reforça previsibilidade e constância na distribuição, em linha com a aprovação de JCP de R$ 650 milhões em junho de 2025, apoiada pelo lucro recorrente robusto. Ao mesmo tempo, a administração chamou atenção para o desconto de 25% entre o valor de mercado do portfólio e o da holding, sinalizando potencial de reprecificação à medida que a eficiência fiscal e a desalavancagem avancem. A melhora nas investidas não financeiras — como a recuperação de Alpargatas e Dexco e a resiliência de NTS e Copa Energia — também reduz a dependência do segmento financeiro e sustenta a tese de criação de valor de longo prazo.







