A Itaúsa (ITSA3, ITSA4) anunciou o resgate antecipado da totalidade das debêntures da 2ª série da 4ª emissão, no valor de R$ 1,25 bilhão, com desembolso total de aproximadamente R$ 1,3 bilhão. A operação será realizada em 15 de julho de 2025 e faz parte da estratégia de desalavancagem da holding iniciada no final de 2022.
O resgate permitirá à Itaúsa reduzir o custo médio de suas dívidas de CDI+1,54% para CDI+1,37% ao ano, além de diminuir a dívida bruta em aproximadamente 30%. A série que será quitada possui custo de CDI+2,0% ao ano e tinha amortizações programadas para 2029, 2030 e 2031. Este movimento consolida a trajetória de desalavancagem que já havia produzido resultados expressivos: no primeiro trimestre de 2025, a dívida líquida foi reduzida em 62% para R$ 352 milhões, enquanto o custo médio caiu de CDI+1,98% para CDI+1,54%.
Para financiar a operação, a empresa utilizará os recursos obtidos no aumento de capital concluído em maio deste ano, que totalizou R$ 1 bilhão com adesão de 92,9% dos acionistas e visou reforçar o caixa da companhia e ampliar o nível de liquidez. A estratégia demonstra a disciplina financeira e o perfil conservador da gestão, alinhando-se com os compromissos assumidos desde o início do processo de otimização da estrutura de capital.
Após a conclusão da operação, a Itaúsa terá redução do endividamento bruto, do custo médio da dívida e das despesas financeiras, além de diminuir a concentração de amortizações nos próximos anos e reduzir o risco de refinanciamento. Investidores devem acompanhar os próximos resultados para avaliar o impacto da desalavancagem na geração de valor.







