Nesta segunda-feira, 25 de agosto de 2025, a Itaúsa aprovou a 8ª emissão de debêntures, não conversíveis, no montante de R$ 1,0 bilhão. Os recursos, somados a R$ 250 milhões de caixa próprio, serão destinados ao resgate antecipado da totalidade da 6ª emissão, de R$ 1,25 bilhão. A troca alonga o perfil (vencimento final em 10 anos, com amortizações entre 2032 e 2035) e reduz o custo, já que a nova captação sai a CDI+0,6% a.a., ante a série atual a CDI+1,37% com amortizações entre 2029 e 2031. Em conjunto com o resgate anunciado em junho, a Itaúsa estima reduzir o custo médio para CDI+1,1% a.a., aliviar amortizações de 2029-2031 e cortar a dívida bruta em mais de 30% frente a 31/12/2024 — movimento alinhado à disciplina financeira e à gestão ativa de passivos. O passo dá continuidade ao resgate antecipado das debêntures da 2ª série da 4ª emissão em julho de 2025, marco da agenda de desalavancagem iniciada no fim de 2022.

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Estrategicamente, a substituição de dívida mais cara por uma estrutura de prazo mais longa reduz o risco de refinanciamento, suaviza o cronograma de principal e diminui despesas financeiras futuras, reforçando a capacidade de remunerar acionistas sem pressionar a estrutura de capital. A mensagem é de continuidade: consolidar a desalavancagem, reduzir custo e alongar duration para capturar valor com portfólio diversificado e governança robusta. Essa direção já havia aparecido nos resultados do 2T25, que consolidaram a disciplina de capital e a estratégia de desalavancagem, com avanço do prazo médio e queda do custo médio da dívida.

Do ponto de vista de métricas, a operação tende a alongar ainda mais o prazo médio e acelerar a convergência do custo médio, diminuindo a concentração de vencimentos e reforçando o perfil de risco. Em perspectiva histórica, isso dialoga com o retrato financeiro do 1S25 — dívida bruta de R$ 3,6 bilhões, dívida líquida de R$ 587 milhões, custo médio de CDI+1,37% a.a. e quatro anos sem amortização de principal — apresentado nos indicadores do 1S25, que evidenciaram a melhora do perfil financeiro e a resiliência do portfólio. Ao endereçar amortizações de 2029 a 2031 e substituí-las por uma escada entre 2032 e 2035, a Itaúsa reduz risco de refinanciamento e cria espaço para capturar oportunidades de alocação eficiente de capital mantendo disciplina.

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