Itaúsa reportou lucro líquido de R$ 4.066 milhões no 2T25 (+8% a/a), lucro recorrente de R$ 4.037 milhões (+11%) e ROE de 18,5% (18,4% recorrente). O resultado das investidas somou R$ 4.280 milhões (+11,3%), com avanço de 12,3% no financeiro (Itaú Unibanco) e queda de 8,5% no não financeiro. O NAV atingiu R$ 159,3 bilhões (+24% a/a) versus valor de mercado da holding de R$ 120,4 bilhões (+19%). Este desempenho consolida a disciplina de capital e a estratégia de desalavancagem iniciada no fim de 2022, ancorada pelo resgate antecipado das debêntures da 2ª série da 4ª emissão em 15/07/2025, que reduziu custo e alongou prazos, e sustenta a melhora do spread financeiro.

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A holding encerrou o trimestre com dívida líquida de R$ 587 milhões (-30% a/a) após reforço de caixa via aumento de capital concluído em 29/05/2025 (100% de adesão; 149.253.731 ações). A gestão de passivos reduziu o custo médio da dívida de CDI+1,54% a.a. para CDI+1,37% a.a. e alongou o prazo médio de 6,0 para 6,5 anos. O resultado financeiro foi de -R$ 55 milhões (melhora de 12,5% a/a) e as despesas administrativas caíram 8% a/a para R$ 42 milhões. Em julho, a S&P reafirmou o rating AAA, corroborando a solidez da estrutura de capital e a redução do risco de refinanciamento em um cenário que exige disciplina.

Na remuneração, a Itaúsa distribuiu R$ 2,7 bilhões no 1S25 (R$ 0,25/ação) e, em 11/08/2025, aprovou JCP de R$ 2 bilhões (R$ 1,7 bilhão líquidos), equivalentes a R$ 0,1859/ação, com pagamento em 29/08/2025. O movimento dá continuidade à aprovação de JCP de R$ 650 milhões em junho de 2025, apoiada pelo lucro recorrente do 1T25 e reforça uma trajetória de retornos previsíveis: acionistas que mantiveram as ações por 12 meses até 18/08/2025 terão direito a R$ 11,6 bilhões em proventos brutos, resultando em dividend yield de 9,8%.

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