A Smart Fit (SMFT3) registrou forte queda de 6,95% na sessão de 2 de julho, fechando a R$ 22,88 após abrir o pregão a R$ 24,65. A oscilação chamou atenção da B3, que questionou oficialmente a empresa sobre movimentações atípicas nas cotações entre 18 de junho e 2 de julho.

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Em comunicado ao mercado divulgado nesta quinta-feira, 3 de julho, a companhia respondeu ao Ofício nº 231/2025-SLE da bolsa, atribuindo as variações a "questões macroeconômicas e externas" e a uma matéria divulgada na imprensa. A matéria em questão revelou que a operação no México apresentou performance de captação inferior ao histórico, informação que havia sido compartilhada em reuniões com investidores e posteriormente reportada pelo Brazil Journal.

Durante o período questionado pela B3, as ações da Smart Fit apresentaram volatilidade significativa, com máxima de R$ 25,07 em 1º de julho e mínima de R$ 22,87 no dia 2 de julho. O volume médio diário ficou em torno de R$ 94 milhões, com pico de R$ 288 milhões no dia 20 de junho.

A movimentação atípica ganha contexto adicional quando considerada a crescente pressão por transparência que a empresa enfrenta desde sua inclusão no Ibovespa em maio, quando passou a integrar o principal índice da bolsa brasileira. A entrada no benchmark aumentou significativamente o escrutínio de investidores institucionais, tornando qualquer informação sobre performance operacional mais sensível ao mercado.

A empresa informou que divulgou simultaneamente outro comunicado sobre a matéria da imprensa mencionada, que em conjunto com as condições de mercado pode ter contribuído para a movimentação das ações. A volatilidade atual contrasta com os resultados robustos apresentados em maio, quando a companhia reportou crescimento de 23% no número de academias no México, evidenciando que a expansão física nem sempre reflete a performance de captação de alunos nas unidades maduras.

A Smart Fit reiterou seu compromisso de manter acionistas informados sobre eventos relevantes que possam influenciar a cotação dos papéis, postura que se alinha com o maior nível de disclosure exigido desde sua integração ao principal índice da bolsa brasileira.

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