Nesta segunda-feira, 18 de agosto de 2025, a Copel informou que o Colegiado da CVM, em reunião de 15/08, autorizou a retomada da AGE originalmente convocada para 04/08. A nova assembleia ocorrerá em 22/08, às 14h, com a contagem do prazo de convocação retomada a partir do ponto de interrupção. As instruções já enviadas via boletim de voto à distância permanecem válidas, salvo alteração solicitada pelo próprio acionista, e a versão atualizada do Manual e da Proposta da Administração será disponibilizada nos sites da CVM e de RI. A decisão encerra o período de suspensão iniciado com a interrupção do prazo de convocação autorizada pela CVM em 1º de agosto, recolocando o processo em trajetória de deliberação.

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Do ponto de vista procedimental, o novo cronograma contrasta com o ajuste de julho, quando a companhia alterou a ordem do dia e determinou o reenvio dos BVD, desconsiderando instruções previamente enviadas. Diferentemente daquele momento, agora a administração preserva as orientações já registradas e apenas faculta mudanças na própria assembleia, o que tende a reduzir fricções para o voto e a dar previsibilidade ao quórum. Esse contraste remete à alteração da ordem do dia da AGE em 11 de julho, que exigiu a reapresentação dos boletins, evidenciando a evolução de governança e segurança processual ao longo do mês.

Estrategicamente, a AGE de 22/08 é o passo seguinte para concluir a migração da Copel ao Novo Mercado. A deliberação envolve a conversão obrigatória das ações preferenciais em ordinárias e o resgate das PNC a R$ 0,7749 por papel — parâmetros definidos quando houve a aprovação do início da migração e dos termos da operação. Ao unificar a classe de ações e elevar o nível de governança, a companhia busca ampliar liquidez, simplificar a base acionária e atrair investidores institucionais, reforçando previsibilidade e coerência entre capital alocado, portfólio e transparência de decisões — aspectos centrais para reduzir custo de capital e sustentar uma tese de investimento de longo prazo. Essa agenda foi reiterada também nos resultados do 2º trimestre de 2025, quando a administração vinculou performance operacional e eficiência à proposta de migração ao Novo Mercado, confirmando a convergência entre os marcos de governança e a criação de valor.

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