A Copel (CPLE3, CPLE5, CPLE6) registrou lucro líquido de R$ 573,6 milhões no segundo trimestre de 2025, crescimento de 21,1% em relação aos R$ 473,6 milhões do mesmo período de 2024. O resultado foi impulsionado pelo melhor desempenho operacional dos portfólios de geração hídrica e eólica, além da redução dos custos com pessoal e ganhos de R$ 132,3 milhões com alienação e descruzamento de ativos.
O EBITDA recorrente atingiu R$ 1.335,0 milhões no trimestre, alta de 4,2% ante R$ 1.281,0 milhões no 2T24, refletindo a resiliência dos ativos e eficiência operacional da companhia. A Copel Geração e Transmissão e a Copel Comercialização representaram aproximadamente 58,4% desse resultado, enquanto a Copel Distribuição contribuiu com 42,6%.
Entre os destaques operacionais, a Copel GeT apresentou crescimento de 12,6% no EBITDA, totalizando R$ 761,4 milhões, resultado do melhor desempenho no mercado de curto prazo e aumento de 17,2% na geração de energia eólica devido ao volume de vento acima da certificação. A performance da GeT consolidou os benefícios da aprovação das novas Receitas Anuais Permitidas de R$ 1,8 bilhão pela Aneel, que representaram aumento de 13,6% para o ciclo 2025-2026 e fortaleceram a base de receitas previsíveis do segmento. A eficiência do EBITDA recorrente da Copel Distribuição no 2T25 foi de 45,7% em relação à regulatória.
A empresa consolidou os resultados de Mata de Santa Genebra e UHE Mauá, além de avançar no processo de desinvestimento na UHE Baixo Iguaçu, com a conclusão da aquisição da participação da Neoenergia. Os ganhos de R$ 132,3 milhões com alienação refletem diretamente a estratégia de reorganização de portfólio que culminou na operação de R$ 1,554 bilhão na UHE Baixo Iguaçu, quando a companhia consolidou controle antes de realizar o desinvestimento estratégico que maximizou valor para os acionistas. A alavancagem, excluindo efeitos da aquisição da UHE Baixo Iguaçu, ficou em 2,9x a dívida líquida/EBITDA.
A Copel propõe migração para o Novo Mercado da B3, visando elevar o nível de governança, aumentar a liquidez das ações através da unificação das classes e expandir a base de investidores. Esta iniciativa representa a continuidade natural da estratégia de fortalecimento de governança iniciada em junho, quando o Conselho aprovou o processo que contempla conversão obrigatória das ações preferenciais e resgate de R$ 0,7749 por papel preferencial. Os resultados serão apresentados em webcast hoje às 10h, com foco nas perspectivas para o segundo semestre e estratégia de otimização do portfólio.







