Nesta sexta-feira, 15 de agosto de 2025, a Eletrobras elevou o nível de segurança da barragem da UHE Colíder, no Rio Teles Pires (MT), para "ALERTA" e orientou a Copel, em 13 e 14 de agosto, a iniciar a redução do nível do reservatório, seguindo recomendação de um painel de especialistas após recorrência de eventos nos drenos. Com 300 MW de capacidade (cerca de 0,5% do ativo total), a usina foi adquirida em 30 de maio de 2025 por meio de descruzamento de ativos com a Copel. Desde 5 de junho, embora a operação permaneça transitoriamente com a Copel, a Eletrobras vem definindo um plano próprio para elevar a segurança a "NORMAL". Em 14 de junho, foi comunicado o rompimento de um dreno e uma intercorrência anterior (13 de fevereiro), totalizando quatro drenos com danos entre 70. Por precaução e para permitir avaliação técnica detalhada, a companhia reduziu o reservatório e acionou o Plano de Ação Emergencial, mantendo a operação dentro das normas vigentes e sob acompanhamento dos órgãos competentes.
Este movimento dá continuidade à integração do ativo recém-adquirido e consolida a gestão ativa de portfólio observada nos resultados do 2º trimestre de 2025, quando a companhia destacou avanço na geração e otimização da carteira com a venda das térmicas do Amazonas. Ao priorizar a integridade da infraestrutura logo após a aquisição, a Eletrobras sinaliza disciplina operacional: reduzir preventivamente o reservatório e acionar o PAE preserva a estrutura, possibilita diagnóstico mais preciso e prepara o retorno ao nível "NORMAL". Como Colíder representa 0,5% do ativo total, a resposta rápida equilibra prudência técnica e foco na continuidade da estratégia corporativa.
Em termos de alocação de capital, a abordagem de risco em Colíder convive com a execução do plano de investimentos, sustentado por captações recentes como a liquidação das debêntures de R$ 2 bilhões da Eletronorte, direcionadas a reforços de transmissão na região Norte. A coexistência de um evento operacional localizado com um pipeline financiado de expansão mostra que a companhia procura isolar incidentes e manter o cronograma de projetos estruturantes, evitando que ajustes pontuais contaminem a trajetória de longo prazo em transmissão e geração. Além disso, a comunicação tempestiva, o uso de painel de especialistas e a ativação formal do PAE reforçam a evolução da governança e da transparência corporativa, alinhadas à aderência de 94% ao Código Brasileiro de Governança e às novas regras estatutárias que a empresa reportou recentemente.
Em síntese, o estado de "ALERTA" e a redução preventiva do reservatório são capítulos de uma mesma narrativa: integrar Colíder ao padrão de segurança do grupo, preservar valor e assegurar a continuidade dos investimentos. O acompanhamento técnico nas próximas semanas definirá o plano de ação e o cronograma para o retorno à condição "NORMAL".







