A Eucatex reportou um 2T25 de consolidação operacional: lucro líquido recorrente de R$ 88,4 milhões (+31,8% vs. 2T24), receita líquida de R$ 784,1 milhões (+13,8%) e EBITDA recorrente de R$ 191,6 milhões, com margem de 24,4%. No 1S25, a receita somou R$ 1,53 bilhão (+15%), com margem de EBITDA em 24,4% (20,6% no 1S24) e lucro recorrente de R$ 189,2 milhões (+49,4%). Por segmento no 2T25, Construção Civil avançou 5,3%, Indústria e Revenda 8,0% e Exportações saltaram 40,8%. Este resultado consolida a virada puxada pela frente externa desde o início do ano — movimento alinhado à dinâmica do 1T25, quando as exportações cresceram 58,8% e passaram a ditar o ritmo da receita. A margem bruta também evoluiu (36,6% vs. 32,4% no 2T24), sustentando o ganho de EBITDA, enquanto o controle de SG&A (18,8% da receita) preservou a disciplina comercial.
Diferentemente do ambiente de incerteza observado em julho, quando o mercado temia impacto de tarifas nos Estados Unidos, a companhia confirmou que seus produtos de madeira ficaram fora da aplicação automática das novas alíquotas, reduzindo o risco imediato sobre o canal externo e favorecendo a manutenção do mix com maior rentabilidade. Esse esclarecimento — a confirmação de que os itens da Eucatex não sofreriam a tarifa de 50% de forma automática — ajuda a explicar a robustez das Exportações no 2T25 e a resiliência do crescimento internacional. Em paralelo, a melhora do ciclo financeiro para 118 dias (de 127 no 1T25) indica disciplina em capital de giro, reforçando a capacidade de sustentar volumes sem pressionar caixa.
No vetor ESG, a empresa adicionou um pilar estratégico à sua expansão internacional ao publicar, em 07/08, seu primeiro relatório bianual de sustentabilidade — movimento que eleva transparência, alinha práticas às diretrizes GRI e conversa diretamente com mercados que exigem padrões socioambientais mais rígidos. Essa agenda dá continuidade ao lançamento do primeiro Relatório de Sustentabilidade Bianual e dialoga com os reconhecimentos recentes (Selo Social 2024 em Salto e citação da World Finance na edição 2025), reforçando a tese de diferenciação competitiva em Wood Industry e mitigação de riscos regulatórios em exportações.
Em capital e investimentos, a alavancagem permaneceu confortável em 0,8x Dívida Líquida/EBITDA recorrente, com dívida líquida de R$ 560,2 milhões e perfil alongado (69% no longo prazo). A captação via CRA de R$ 320 milhões garante liquidez para amortizações de 2025 e 2026, preservando a execução do capex planejado de R$ 347,8 milhões em 2025. Os aportes do trimestre priorizaram silvicultura e arrendamentos — fundamentais para produtividade e custo de matéria-prima — além de avanços em Salto + Fibra Botucatu, Botucatu e Tintas, sinalizando continuidade do ciclo de eficiência industrial e verticalização que sustenta a melhora estrutural de margens.







