Em 13 de agosto de 2025, a Embraer (EMBR3) informou que o conselheiro Ten. Brig. Pedro Luís Farcic renunciou ao cargo no Conselho de Administração, com efetividade em 1º de setembro de 2025. Conforme o Estatuto Social, o suplente Ten. Brig. Maurício Augusto Silveira de Medeiros assumirá a vaga até a próxima Assembleia Geral Ordinária (AGO). O comunicado, emitido em São José dos Campos, foi assinado por Antonio Carlos Garcia, Vice-Presidente Executivo Financeiro e de Relações com Investidores, reforçando a observância dos ritos de governança e continuidade decisória.

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Este movimento dá continuidade à oxigenação da governança vista ao longo de 2025, quando a companhia promoveu a renovação do Comitê de Auditoria, Riscos e Ética com a entrada de um novo membro externo. A atualização de colegiados estratégicos fortalece a supervisão de controles internos e gestão de riscos, em linha com a recente reorganização da liderança do Conselho, e sustenta o ciclo de crescimento com maior robustez institucional. Ao acionar o mecanismo de suplência previsto no Estatuto, a Embraer preserva quórum e experiência no Conselho, enquanto prepara a deliberação definitiva na próxima AGO.

Na prática, a manutenção da estabilidade do Conselho é relevante porque o colegiado tem conduzido decisões sensíveis de alocação de capital e relacionamento com acionistas. Exemplo recente foi a declaração de JCP de R$ 66,9 milhões aprovada pelo Conselho e condicionada às tarifas de 10% dos EUA, a ser referendada na AGO que apreciará as demonstrações financeiras. A cautela embutida nessa deliberação mostra um Conselho atento a riscos externos, articulando disciplina financeira e previsibilidade de caixa em um período de forte demanda por investimentos e ramp-up operacional.

Além disso, a comunicação tempestiva com o mercado, protagonizada pelo mesmo executivo de RI que assina o comunicado atual, reforça a cultura de compliance. Isso ficou evidente na resposta ao ofício da B3 sobre oscilações atípicas nas ações, quando a empresa negou a existência de fato relevante pendente e destacou o reforço da governança. A consistência entre governança, transparência e execução operacional ajuda a mitigar ruído e sustentar a tese de longo prazo enquanto a empresa atravessa um ciclo de expansão comercial e de backlog sem precedentes.

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