Na segunda-feira, 11 de agosto de 2025, a Vivara (VIVA3) respondeu ao Ofício nº 162/2025/CVM/SEP/GEA-2 para esclarecer que a menção a “potencial de abertura de até 300 lojas Life” é uma perspectiva mercadológica — não um plano ou projeção — e reiterou a projeção de abrir 40 a 50 lojas em 2025. O pedido da CVM decorreu de matéria de 07/08/2025 no Brazil Journal, que citou o CEO ao falar em potencial para 300 lojas Life “nos próximos anos”. A empresa destacou que o número reflete estimativa de capacidade de mercado baseada em pesquisas e no julgamento da administração, dependente de fatores como disponibilidade de caixa, condições imobiliárias e planejamento. Reforçou ainda que essa visão já constava do release do 2T25, quando a Life detinha 8,1% de market share, e que não se trata de fato relevante nem de projeção, nos termos da Resolução CVM nº 44. O comunicado reafirma que quaisquer alterações ou novos guidances serão oportunamente divulgados; é assinado por Elias Leal Lima, diretor financeiro e de Relações com Investidores.

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Este movimento consolida a disciplina entre ambição de mercado e execução do plano anual. Nos resultados do 2º trimestre de 2025, com aceleração da Life e execução do plano de 40–50 lojas, a companhia mostrou SSS em alta, expansão de margem e início da operação do novo centro de distribuição no ES — pilares operacionais que sustentam a expansão orgânica sem descaracterizar o guidance. Ao enquadrar “300 lojas” como capacidade endereçável e não como meta, a gestão preserva flexibilidade alocativa, calibra o ritmo às condições de caixa e imobiliárias e dá previsibilidade ao mercado, conectando crescimento a rentabilidade.

A comunicação também dialoga com a governança: a sucessão familiar no Conselho, anunciada em julho, reforçou a continuidade do plano de expansão (40–50 lojas em 2025) e a implantação do novo CD no ES, sinalizando que a companhia persegue crescimento com rentabilidade e execução logística. Em conjunto, o esclarecimento à CVM e os marcos recentes indicam que a tese de longo prazo da Life permanece ancorada em ganho de market share (8,1% no 2T25), disciplina de capital e cadência de aberturas orientada por retorno — e que qualquer revisão de guidance será divulgada oportunamente.

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