A Energisa (ENGI3, ENGI4, ENGI11) divulgou na quinta-feira, 7 de agosto de 2025, lucro líquido ajustado recorrente de R$ 440,5 milhões no segundo trimestre de 2025, representando crescimento de 32,5% em comparação aos R$ 332,4 milhões do mesmo período de 2024. O resultado superou as expectativas e consolida a virada operacional iniciada após o primeiro trimestre desafiador, quando o EBITDA ajustado recorrente havia recuado 15,8% devido aos impactos negativos dos reajustes tarifários.
O EBITDA ajustado recorrente consolidado totalizou R$ 1.943,2 milhões no 2T25, aumento de 21,6% sobre os R$ 1.598,5 milhões do 2T24. A margem EBITDA atingiu 25,4%, expansão de 2,1 pontos percentuais, impulsionada principalmente pelo crescimento de 16,6% da receita do segmento de distribuição de energia elétrica e pela redução de 2,8% do PMSO consolidado. Os números confirmam a eficácia da sequência de reajustes tarifários favoráveis iniciada em junho, que incluiu aprovações significativas como o aumento de 19,05% para a Energisa Sul-Sudeste e 12,68% para a Energisa Tocantins.
A receita operacional bruta cresceu 8,1% no trimestre, alcançando R$ 11.577,4 milhões, com destaque para o segmento de distribuição que registrou incremento de R$ 1.094 milhões. O desempenho foi favorecido pela receita de ativos e passivos financeiros (+R$ 570,3 milhões) e receita de disponibilidade do sistema elétrico (+R$ 205,1 milhões). Este resultado se beneficia diretamente da aceleração no crescimento do consumo observada ao longo do segundo trimestre, quando a companhia evoluiu de 0,5% nos primeiros meses para 7,0% em junho.
No segmento de transmissão, a margem EBITDA Regulatório atingiu 81,6%, reflexo da redução expressiva de 27,3% no PMSO. Em julho de 2025, a ANEEL estabeleceu reajustes de 5,32% pelo IPCA das Receitas Anuais Permitidas das concessões de transmissão, elevando a receita anual permitida para R$ 975,1 milhões no ciclo 2025/2026.
A dívida líquida totalizou R$ 27.646,8 milhões, com indicador de alavancagem de 3,2x em relação ao EBITDA ajustado dos últimos 12 meses. A companhia mantém foco na disciplina financeira e eficiência operacional, com os investimentos do trimestre atingindo R$ 1.604,3 milhões, montante que inclui parte do plano de R$ 160 milhões em modernização tecnológica anunciado em julho, estratégia que visa sustentar a liderança operacional e atender às exigências regulatórias até 2026. Os próximos trimestres devem ser acompanhados para verificar a sustentabilidade do crescimento da margem e o impacto dos reajustes tarifários aprovados.







