A Energisa (ENGI3, ENGI4, ENGI11) anunciou um robusto plano de investimentos de R$ 160 milhões em tecnologia para modernizar suas operações de distribuição elétrica até 2027. O programa ADMS (Advanced Distribution Management System) representa o maior salto tecnológico da empresa em seus 120 anos de história, com foco em inteligência artificial e automação para superar o tradicional dilema entre qualidade do serviço e eficiência operacional.

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O investimento em inovação acontece em momento estratégico para o grupo, que aguarda a renovação de concessões de 4 das suas 9 distribuidoras, representando 64% do EBITDA consolidado. A expectativa é de assinatura dos contratos até setembro, garantindo mais 30 anos de operação dos principais ativos da companhia, conforme apresentado no Energisa Day 2025.

A performance operacional da empresa demonstra a eficácia da estratégia tecnológica já implementada. As vendas de energia cresceram 2,1% no primeiro trimestre de 2025, atingindo 10.480 GWh, resultado que se alinha com a recuperação no ritmo operacional observada ao longo do segundo trimestre, quando o consumo consolidado acelerou para 7,0% em junho. Enquanto o segmento de geração distribuída registrou expansão de 90% no EBITDA, saltando de R$ 99 milhões em 2023 para R$ 188 milhões em 2024. No negócio de gás, a ES Gás obteve aumento de margem de 57%, adicionando R$ 72 milhões ao EBITDA anual.

A Energisa já demonstra resultados concretos com tecnologias como o sistema THM para transformadores, que gerou economia direta de R$ 20 milhões e reduziu em 16 unidades os transformadores queimados. O sistema SISDRONES, que combina drones, imagens e IA, aumentou em 200% a detecção de anomalias e em 58% a produtividade das equipes técnicas. Esta evolução tecnológica representa uma virada estratégica significativa, especialmente considerando que a companhia enfrentou desafios operacionais no primeiro trimestre de 2025, quando o EBITDA ajustado recorrente recuou 15,8% devido aos impactos negativos dos reajustes tarifários.

O principal desafio regulatório da companhia será atender à exigência da Aneel de que 80% dos conjuntos elétricos estejam dentro dos limites de DEC e FEC até 2026. A empresa já se antecipou às demandas regulatórias desde 2022, mantendo 100% das distribuidoras adimplentes com os limites da agência reguladora. Esta estratégia proativa coincide com o ciclo favorável de reajustes tarifários iniciado em junho, que incluiu aprovações significativas como o aumento de 19,05% para a Energisa Sul-Sudeste e fortaleceu a capacidade de investimento da companhia. O investimento em modernização posiciona a Energisa para liderar a transformação do setor elétrico brasileiro rumo ao modelo de Operadora do Sistema de Distribuição (DSO).

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