A Energisa (ENGI3, ENGI4, ENGI11) registrou crescimento de 7,0% no consumo consolidado de energia elétrica em junho de 2025, totalizando 3.330 GWh, superando uma base de comparação desafiadora. O resultado representa uma aceleração significativa comparado ao crescimento de 0,5% registrado nos primeiros quatro meses do ano, quando a companhia totalizou 14.227,1 GWh, sinalizando recuperação no ritmo operacional ao longo do segundo trimestre.

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No segundo trimestre, o consumo total evoluiu 2,1%, resultado considerado sólido diante da base alta de 2024, quando o crescimento foi de 11,1% - o maior em 21 anos. Das 9 distribuidoras do grupo, 6 apresentaram alta no consumo em junho, com destaque para Energisa Mato Grosso (EMT +5,4%), Energisa Tocantins (ETO +6,6%) e Energisa Acre (EAC +4,8%). A performance da ETO se beneficia do reajuste tarifário de 12,68% aprovado pela ANEEL em julho, que entrou em vigor no início do trimestre e está impactando positivamente a receita da distribuidora.

O segmento de mercado livre se destacou com expansão robusta: clientes industriais livres cresceram 8,1% no semestre, comerciais livres avançaram 27,6%, e rurais livres dispararam 64,6%. Esta migração para o mercado livre representa maior rentabilidade para a companhia através da cobrança de tarifas de uso (TUSD), movimento que ganha força após o ciclo de reajustes tarifários iniciado em junho, quando a Energisa Minas Rio obteve aprovação de 3,61% da ANEEL.

Nos primeiros seis meses de 2025, o consumo consolidado avançou 1,0%, totalizando 21.038 GWh. A performance foi limitada pela base comparativa alta e calendário de faturamento menor em metade dos meses. As perdas totais permaneceram controladas em 12,04% no trimestre, dentro do limite regulatório de 12,34%, mantendo o padrão de eficiência operacional que marca a recuperação da companhia após os desafios enfrentados no primeiro trimestre de 2025, quando o EBITDA ajustado recorrente recuou 15,8% devido aos impactos negativos dos reajustes tarifários.

Os investidores devem acompanhar a continuidade da migração para o mercado livre e o impacto das temperaturas nos próximos meses, fatores que podem sustentar o crescimento operacional e as perspectivas de receita da Energisa.

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