A Copel (CPLE3, CPLE5, CPLE6) anunciou na segunda-feira, 30 de junho de 2025, a conclusão de uma operação estratégica envolvendo R$ 1,554 bilhão na UHE Baixo Iguaçu. A elétrica paranaense concluiu a aquisição da participação da Neoenergia S.A. por R$ 1,050 bilhão e prepara a venda total do consórcio empreendedor.
A operação ocorreu em duas etapas: primeiro, a Copel GeT adquiriu 100% das ações da Geração Céu Azul S.A., que detém 70% do Consórcio Empreendedor Baixo Iguaçu (CEBI), por R$ 1,050 bilhão, valor ajustado desde junho de 2024. Em seguida, a empresa exerceu seu direito de preferência para vender a totalidade do consórcio CEBI para a ENERGO-PRO Participações S.A. pelo equity value de R$ 1,554 bilhão.
O movimento representa a continuidade da estratégia de reorganização de portfólio intensificada pela Copel ao longo de 2025, que havia sido iniciada com o descruzamento de ativos com a Eletrobras por R$ 365 milhões, quando a empresa consolidou o controle integral da Usina Hidrelétrica Mauá em troca de sua participação na Usina Hidrelétrica Colíder. Esta operação na UHE Baixo Iguaçu segue a mesma lógica de otimização: consolidar controle antes de realizar desinvestimentos estratégicos que maximizem valor.
A empresa receberá R$ 570 milhões referentes à sua participação minoritária original de 30% no consórcio, enquanto os outros R$ 984 milhões correspondem aos 70% adquiridos da Neoenergia. Esta estruturação reflete a disciplina na alocação de capital estabelecida pela companhia em maio, quando aprovou sua estrutura ótima de capital com alavancagem target de 2,8x EBITDA, permitindo movimentos estratégicos como este que geram valor sem comprometer o equilíbrio financeiro demonstrado pela alavancagem conservadora de 2,3x registrada no primeiro trimestre.
O fechamento da transação de venda está condicionado ao cumprimento de determinadas condições precedentes e ajustes usuais para esse tipo de operação. A Copel destacou que a iniciativa representa "um avanço estratégico, agregando valor à Companhia e fortalecendo sua estrutura operacional e administrativa", consolidando o padrão de desinvestimentos em ativos não estratégicos que gerou R$ 219,5 milhões em entrada de caixa no primeiro trimestre através da venda de ativos de pequeno porte.







