A Klabin (KLBN11) registrou lucro líquido de R$ 585 milhões no segundo trimestre de 2025, alta expressiva de 86% ante os R$ 315 milhões do mesmo período de 2024. O resultado representa também crescimento de 31% na comparação com o primeiro trimestre deste ano, consolidando a recuperação da maior produtora de papel e celulose do país.
A receita líquida totalizou R$ 5,3 bilhões no trimestre, crescimento de 6% versus 2T24, impulsionada principalmente pelos negócios de embalagens (+16%) e papéis (+5%). No acumulado do primeiro semestre, a companhia atingiu receita recorde de R$ 10,1 bilhões, alta de 8% ante o mesmo período do ano anterior.
O EBITDA Ajustado ficou em R$ 2,041 bilhões no 2T25, praticamente estável (-1%) em relação ao 2T24, com margem de 39%. O desempenho confirma a trajetória ascendente iniciada no primeiro trimestre, quando a empresa registrou EBITDA de R$ 1,859 bilhão, evidenciando consistência na geração de caixa operacional ao longo do semestre. A elevação dos custos operacionais para R$ 3,2 bilhões (+12%) reflete pressões inflacionárias típicas do setor, mas mantém-se sob controle dentro da estratégia de crescimento.
O negócio de embalagens se destacou com receita de R$ 1,86 bilhão (+16% vs 2T24), beneficiado por reajustes de preços implementados desde o quarto trimestre de 2024 e expansão em segmentos exportadores como proteínas e frutas. Já em celulose, a receita se manteve estável em R$ 1,59 bilhão, com destaque para fibra longa/fluff, que representa 29% do volume vendido.
A Klabin encerrou o trimestre com alavancagem em dólar de 3,9x, mantendo o mesmo patamar do trimestre anterior e dentro dos parâmetros da política de endividamento. Este controle da alavancagem reflete a gestão ativa do passivo implementada pela empresa, que incluiu o pagamento antecipado de US$ 150 milhões em dívida realizado em junho, otimizando custos financeiros. O fortalecimento do caixa também foi impulsionado pelo aporte de R$ 0,7 bilhão do Projeto Plateau recebido em junho, que ampliou significativamente a capacidade de investimento sem comprometer a estrutura de capital.
A companhia distribuiu R$ 1,4 bilhão em proventos nos últimos 12 meses, resultando em dividend yield de 5,7%. O free cash flow yield atingiu 12,6%, alta de 1,9 ponto percentual ante o mesmo período de 2024, demonstrando a capacidade sustentada de remunerar acionistas enquanto investe no crescimento das operações.







