A Companhia Siderúrgica Nacional - CSN (CSNA3) apresentou significativa melhora em seus resultados do segundo trimestre de 2025, reduzindo o prejuízo líquido em 82,2% para R$ 130,4 milhões. O EBITDA Ajustado atingiu R$ 2,643 bilhões, crescimento de 5,3% ante o primeiro trimestre, com margem EBITDA ajustada de 23,5%.

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O desempenho reflete a diversificação dos negócios da companhia, que conseguiu compensar a queda no preço do minério de ferro através de eficiência operacional e estratégia comercial assertiva. A receita líquida totalizou R$ 10,693 bilhões, com queda de apenas 2,0% no período.

A mineração registrou recorde histórico de produção com 11,602 mil toneladas e o segundo maior volume de vendas da história (11,833 mil toneladas). O EBITDA do segmento atingiu R$ 1,232 milhão, com margem de 36,1%, mesmo com o preço médio do minério caindo 5,7% no trimestre para US$ 97,76/tonelada.

Na siderurgia, o EBITDA saltou 20,0% para R$ 581,3 milhões, com margem voltando ao patamar de dois dígitos (10,8%). A companhia priorizou resultado em detrimento de volume, sustentando preços em meio à intensa competição com material importado.

A dívida líquida atingiu R$ 35,655 milhões, com alavancagem de 3,24x, redução de 9 pontos base no trimestre. A CSN reduziu R$ 2,1 bilhões na dívida bruta apenas no 2T25, acumulando quase R$ 5,7 bilhões de redução no primeiro semestre, demonstrando disciplina financeira em período desafiador. Este movimento consolida o compromisso de desalavancagem que a empresa vem perseguindo e representa evolução significativa da recuperação operacional iniciada no primeiro trimestre, quando o EBITDA ajustado havia sido de R$ 2,5 bilhões, evidenciando a consistência da melhora nos fundamentos do negócio mesmo em meio às incertezas regulatórias que a companhia ainda enfrenta.

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Companhia Siderúrgica Nacional - CSNCSNA3