A Companhia Siderúrgica Nacional - CSN (CSNA3) divulgou comunicado ao mercado em 1º de julho de 2025 esclarecendo que o procedimento junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) sobre suas ações da Usiminas ainda tramita em caráter sigiloso, e que a respectiva decisão não foi publicada.

Continua após o anúncio

O comunicado da siderúrgica foi uma resposta à notícia veiculada no Valor Econômico em 30 de junho, que informava que o CADE teria dado 60 dias para a CSN apresentar plano de venda das ações da Usiminas. A empresa enfatizou que o processo tem acesso restrito apenas ao CADE, à própria CSN e à Usinas Siderúrgicas de Minas Gerais (Usiminas).

A participação da CSN na Usiminas é um ativo estratégico relevante no portfólio da companhia. Uma eventual determinação do órgão antitruste para desinvestimento poderia impactar significativamente a estrutura societária e a estratégia de negócios da siderúrgica, além de gerar recursos através da venda dos ativos. Este contexto ganha relevância especial considerando o compromisso de desalavancagem que a empresa vem perseguindo, com dívida líquida de R$ 35,8 bilhões registrada no primeiro trimestre de 2025.

Este é o terceiro comunicado da CSN sobre o assunto, sendo os anteriores divulgados em 30 de julho de 2024 e 10 de fevereiro de 2025. A empresa reiterou seu compromisso de manter acionistas e mercado devidamente informados sobre desenvolvimentos relevantes no caso junto ao CADE. A resolução desta questão regulatória coincide com um momento de recuperação operacional significativa da companhia, que registrou EBITDA ajustado de R$ 2,5 bilhões no primeiro trimestre, evidenciando a melhora nos fundamentos do negócio independentemente da discussão sobre a participação acionária na Usiminas.

Publicidade
Tags:
Companhia Siderúrgica Nacional - CSNCSNA3