A Gerdau (GGBR3, GGBR4) registrou lucro líquido ajustado de R$ 864 milhões no segundo trimestre de 2025, equivalente a R$ 0,43 por ação, representando crescimento de 14% em relação ao trimestre anterior. A companhia aprovou distribuição de dividendos de R$ 239,5 milhões (R$ 0,12 por ação), a serem pagos em 18 de agosto de 2025.

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O EBITDA ajustado atingiu R$ 2,6 bilhões no período, alta de 6,6% ante o primeiro trimestre, com margem de 14,6%. Estes números consolidam a trajetória de recuperação que vem se desenhando desde o início do ano, período em que a siderúrgica demonstrou capacidade de execução tanto operacional quanto financeira. A receita líquida totalizou R$ 17,5 bilhões, praticamente estável em relação ao trimestre anterior. O destaque ficou por conta da América do Norte, que alcançou participação recorde de 61,4% no EBITDA consolidado, o maior nível da série histórica.

No Brasil, a operação enfrentou ambiente desafiador com alta penetração de aço importado, que atingiu 26% no trimestre, representando aumento de 3,9 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2024. Esse cenário impactou as vendas domésticas, apesar da demanda interna resiliente em setores como construção civil e infraestrutura.

Nas operações norte-americanas, o reforço das tarifas da Seção 232 favoreceu a demanda por aço doméstico, com a carteira de pedidos mantendo-se em patamares elevados, na média de 75 dias. A produção de aço bruto cresceu 6,5% no trimestre, impulsionando os resultados do segmento.

A Gerdau investiu R$ 1,6 bilhão em CAPEX no trimestre, sendo 80% destinados ao Brasil, com destaque para os 72% de progresso físico do Projeto Itabiritos. A companhia já recomprou 43,8 milhões de ações, representando 68% do programa de recompra aprovado em janeiro de 2025. O indicador de alavancagem dívida líquida/EBITDA encerrou em 0,85x, dentro da política de endividamento, refletindo também os benefícios da operação de recompra de US$ 237,6 milhões em bonds concluída em junho, que integrou a estratégia abrangente de otimização da estrutura de capital iniciada com o refinanciamento de títulos no mercado americano. O sólido desempenho operacional do trimestre pode explicar a realização de lucros por parte da Fidelity, que reduziu sua participação de 10,493% para 9,942% após o período de forte valorização dos papéis da siderúrgica.

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