A Gerdau (GGBR3, GGBR4) anunciou nesta terça-feira, 3 de junho de 2025, o lançamento de uma oferta pública de bonds (títulos de dívida) nos Estados Unidos, através de sua controlada Gerdau Trade Inc., sediada nas Ilhas Virgens Britânicas. A operação visa refinanciar a dívida existente e otimizar a estrutura de capital da companhia.

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Paralelamente à nova emissão, a siderúrgica iniciou uma oferta de recompra de todos os bonds em circulação com cupom de 4,875% e vencimento em 2027. Esta estratégia de refinanciamento permite à empresa renegociar condições de sua dívida externa em um momento de maior liquidez no mercado americano.

A movimentação complementa a emissão de debêntures de R$ 1,375 bilhão aprovada em maio, demonstrando uma estratégia abrangente de gestão de dívida que combina captações no mercado doméstico e internacional. Enquanto as debêntures brasileiras visam a gestão ordinária dos negócios, os bonds americanos focam especificamente no refinanciamento da dívida externa, evidenciando a sofisticação na diversificação das fontes de financiamento da companhia.

Os novos títulos serão garantidos pela Gerdau S.A. e por suas principais subsidiárias operacionais, Gerdau Açominas S.A. e Gerdau Aços Longos S.A., o que demonstra o comprometimento da holding com a operação. Os recursos captados serão destinados à recompra dos bonds existentes e para fins corporativos gerais.

Esta operação de refinanciamento ocorre em um momento favorável para a siderúrgica, que registrou lucro de R$ 758 milhões no 1T25 e mantém alavancagem financeira controlada em 0,69x. A combinação de resultados operacionais sólidos com estratégia ativa de gestão de dívida reforça a capacidade da empresa de otimizar seu custo de capital em diferentes mercados.

A oferta está sendo conduzida sob registro automático já aprovado pela Securities and Exchange Commission (SEC) americana. Importante ressaltar que a operação não será realizada no Brasil, não estando registrada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A conclusão da oferta de recompra está condicionada à precificação bem-sucedida da nova emissão, devendo investidores acompanhar os próximos comunicados sobre as condições finais da operação.

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