As ações ordinárias da Taesa (TAEE3, TAEE4, TAEE11) despencaram 5,71% na segunda-feira, 2 de junho, fechando em R$ 11,07, após a B3 solicitar esclarecimentos sobre a oscilação atípica dos papéis. O volume negociado saltou para 99 mil ações, movimentando R$ 1,15 milhão no pregão.

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A transmissora de energia elétrica respondeu à bolsa informando que não tem conhecimento de fatos relevantes que justifiquem a volatilidade registrada nos últimos dias. A movimentação atípica ocorreu justamente no período posterior ao anúncio da mudança na diretoria de negócios em 22 de maio, quando Mauricio Dall'Agnese assumiu o cargo em substituição a Fábio Antunes Fernandes, que havia atuado na empresa por 15 anos.

Segundo dados da B3, as ações oscilaram entre R$ 11,72 e R$ 12,19 no período de 20 de maio a 2 de junho, com pico de alta de 2,71% no dia 27 de maio. A volatilidade contrasta com a estabilidade dos sólidos resultados do primeiro trimestre divulgados em maio, quando a companhia reportou lucro líquido de R$ 188,3 milhões e EBITDA de R$ 509,6 milhões, com crescimento de 6,9% na comparação anual.

O pedido de esclarecimentos da B3, formalizado através do Ofício nº 201/2025-SLE, destacou o aumento no número de negócios e na quantidade de ações negociadas. No dia 27 de maio, foram registrados 651 negócios com 158,4 mil ações, contra uma média de 300 negócios nos dias anteriores.

A Taesa reforçou seu compromisso de manter o mercado informado conforme a legislação vigente, postura que tem mantido consistentemente, como demonstrado na comunicação transparente sobre a distribuição de R$ 900 milhões em proventos aprovada em abril. Investidores devem acompanhar possíveis comunicados da empresa sobre fatos que possam impactar a cotação das ações nos próximos pregões.

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