O Banco Bradesco (BBDC3, BBDC4) registrou lucro líquido recorrente de R$ 6,1 bilhões no segundo trimestre de 2025, alta significativa de 28,6% em relação ao mesmo período de 2024 e crescimento de 3,5% no trimestre. O retorno sobre patrimônio líquido (ROAE) atingiu 14,6%, evidenciando a melhora consistente na rentabilidade do banco e validando a disciplina na alocação de capital destacada em julho, quando a instituição reafirmou sua postura estratégica de avaliar continuamente oportunidades de negócios com foco na criação de valor para acionistas.
As receitas totais alcançaram R$ 34,0 bilhões no período, expansão expressiva de 15,1% na comparação anual. O crescimento foi impulsionado por todas as linhas de negócio: margem financeira total de R$ 18,0 bilhões (+15,8% a/a), receitas de prestação de serviços (+10,6% a/a) e resultado de seguros, previdência e capitalização (+21,7% a/a). A diversificação das fontes de receita reflete a estratégia de fortalecimento do ecossistema financeiro que tem orientado as decisões corporativas da instituição.
A carteira de crédito expandida atingiu R$ 1,018 trilhão, com crescimento robusto de 11,7% em 12 meses e 1,3% no trimestre. A margem financeira com clientes cresceu 16,4% anualmente para R$ 17,8 bilhões, beneficiada pelo melhor mix de produtos e eficiência nas captações. A taxa média subiu de 8,6% no primeiro trimestre para 8,8% no segundo trimestre de 2025.
O controle de riscos permanece sólido, com índice de inadimplência acima de 90 dias estável em 4,1%, mesmo patamar do trimestre anterior. A carteira reestruturada apresentou redução significativa de R$ 7,8 bilhões na comparação anual. O custo de crédito ficou em 3,2%, ligeiramente acima dos 3,0% do trimestre anterior, dentro da normalidade para o crescimento em operações massificadas.
O Bradesco destinou R$ 3,6 bilhões em juros sobre capital próprio (JCP) aos acionistas no trimestre e revisou duas linhas do guidance 2025, elevando as projeções para receitas de serviços e desempenho de seguros. O banco mantém capital nível 1 robusto de 13,0% e índice de capital principal de 11,1%, dentro dos limites regulatórios e gerenciais estabelecidos.







