A Embraer (EMBR3) encerrou o segundo trimestre de 2025 com carteira de pedidos recorde de US$ 29,7 bilhões, superando em 40% o mesmo período de 2024 e estabelecendo o maior backlog da história da companhia. O resultado representa alta de 13% em relação ao primeiro trimestre de 2025, quando a empresa havia atingido US$ 26,4 bilhões, evidenciando a aceleração do momentum comercial ao longo do ano.
A divisão de Aviação Comercial atingiu US$ 13,1 bilhões em pedidos, o maior patamar em oito anos e próximo ao recorde histórico de US$ 13,4 bilhões registrado no quarto trimestre de 2017. Este desempenho extraordinário foi impulsionado pelos US$ 3,6 bilhões do contrato com a SkyWest Airlines para 60 aeronaves E175 anunciado em junho, seguido pelo acordo histórico de US$ 4 bilhões com a SAS para 55 jatos E195-E2 firmado em julho. Durante o período, a fabricante celebrou o marco de 1.000 unidades vendidas do E175 desde seu lançamento em 2005, consolidando o modelo como um dos principais sucessos comerciais da empresa.
As entregas totalizaram 61 aeronaves no trimestre, crescimento de 30% ante as 47 unidades do segundo trimestre de 2024 e mais que o dobro das 30 aeronaves entregues no primeiro trimestre de 2025. A Aviação Executiva entregou 38 jatos executivos, alta de 41% em 12 meses, enquanto a divisão de Defesa & Segurança dobrou sua carteira para US$ 4,3 bilhões, beneficiando-se da expansão europeia com contratos como o C-390 Millennium selecionado pela Lituânia.
O segmento de Serviços & Suporte registrou crescimento de 55% na carteira de pedidos em relação ao ano anterior, atingindo US$ 4,9 bilhões. O índice de pedidos para vendas da divisão comercial foi de 1,8 vez nos últimos 12 meses, indicando forte momentum nas vendas futuras.
Os investidores devem acompanhar a capacidade da Embraer de converter este backlog recorde em receitas ao longo dos próximos trimestres, especialmente com as iniciativas de nivelamento da produção previstas para gerar resultados mais concretos no segundo semestre de 2025 e em 2026.







