A Energisa (ENGI3, ENGI4, ENGI11) anunciou que a ANEEL aprovou reajuste tarifário médio de 3,61% para a Energisa Minas Rio (EMR), sua distribuidora que atende cerca de 1,7 milhão de consumidores em Minas Gerais e Rio de Janeiro. O aumento entra em vigor em 22 de junho de 2025, representando receita adicional significativa para a companhia.
O reajuste diferenciado por categoria de consumo prevê aumento de 4,12% para baixa tensão (residencial e pequeno comércio) e 1,61% para alta e média tensão (grandes consumidores industriais). A medida reflete os custos operacionais da distribuidora, que totalizam R$ 1,38 bilhão entre parcelas A e B.
A Parcela A, que inclui custos não gerenciáveis como compra de energia e encargos setoriais, registrou variação de 0,76% e totaliza R$ 919 milhões. O preço médio de repasse dos contratos de energia (PMix) foi definido em R$ 305,89/MWh. Já a Parcela B, referente aos custos de distribuição, subiu 6,84% para R$ 458,1 milhões, impactada pela inflação acumulada (IPCA) de 5,44% deduzida do Fator X de produtividade de 1,39%.
Para investidores da Energisa, o reajuste representa melhoria na capacidade de geração de caixa da EMR, que é uma das principais distribuidoras do grupo. O movimento se beneficia do crescimento de 4,5% no consumo registrado pela EMR nos primeiros meses de 2025, quando a distribuidora se destacou entre as concessões do grupo com expansão de 7,7% no consumo residencial. O aumento tarifário incidirá sobre uma base de consumidores em crescimento, potencializando o impacto na receita. Este cenário contrasta positivamente com o efeito negativo dos reajustes tarifários observado no EBITDA do primeiro trimestre, quando a companhia reportou redução de 15,8% no EBITDA ajustado recorrente, influenciado principalmente pelos reajustes com impactos desfavoráveis no segmento de distribuição.







