A SLC Agrícola (SLCE3) anunciou investimentos de R$ 256,2 milhões em iniciativas ESG durante 2024, com foco em economia circular e neutralização de carbono até 2030. O maior aporte foi direcionado para máquinas com tecnologia de eficiência energética (R$ 242 milhões), seguido por agricultura digital (R$ 12,6 milhões) e economia circular (R$ 1,6 milhão).

Continua após o anúncio

Os R$ 256,2 milhões em ESG representam a materialização do programa de economia circular apresentado em junho pelo diretor Álvaro Dilli, quando a empresa já sinalizava a transformação de resíduos em solos vivos como estratégia central. Esta iniciativa consolida-se em um momento de robusta capacidade de investimento da companhia, que destinou R$ 1,034 bilhão em CAPEX no primeiro trimestre de 2025, demonstrando recursos suficientes para sustentar simultaneamente expansão territorial e modernização sustentável.

A companhia conseguiu elevar drasticamente seu índice de reciclabilidade, saltando de 29% para 99,8% através da implementação do programa "Zero Resíduos para Aterro" em 11 fazendas. A iniciativa inclui compostagem via "Ecofábrica" para produção de biofertilizantes, representando uma transformação completa na gestão de resíduos da operação.

O plano de descarbonização da SLCE3 prevê neutralidade em emissões líquidas nos escopos 1 e 2 até 2030, com projeções de redução progressiva da intensidade de carbono de 0,180 para -0,003 toneladas de CO2 por tonelada de produto. As ações incluem desmatamento zero, expansão da agricultura digital e uso de combustíveis renováveis, estratégias que se alinham com a expansão de 231% em área irrigada anunciada em dezembro, que visa não apenas mitigar riscos climáticos mas também otimizar o uso de recursos hídricos.

Entre as iniciativas de remoção de carbono, a empresa adota plantio direto em 88% da área plantada e mantém plantas de cobertura em 221 mil hectares na safra 2023/2024. A integração lavoura-pecuária já cobre 4.473 hectares em seis fazendas, contribuindo para o sequestro de carbono no solo.

A SLCE3 desenvolve dois projetos de créditos de carbono: o ALM (Agricultural Land Management) em 28 mil hectares com potencial de gerar 448 mil toneladas de CO2 em 20 anos, e o REDD+ Tatuy em 22.724 hectares na Fazenda Perdizes/MT, que pode evitar a emissão de 1,22 milhão de toneladas de CO2 em 40 anos. A companhia também mantém 111,7 mil hectares protegidos, equivalentes a 35,9% de sua área física total. Estas práticas sustentáveis podem impactar positivamente a valorização patrimonial da empresa, considerando que suas terras foram recentemente avaliadas em R$ 13,4 bilhões com valorização de 7,1%, demonstrando como iniciativas ESG podem agregar valor aos ativos fundiários no longo prazo.

Publicidade
Tags:
SLC AgrícolaSLCE3