A OceanPact (OPCT3) anunciou na segunda-feira, 30 de junho de 2025, a aprovação de sua 7ª emissão de debêntures no valor de R$ 500 milhões. Serão emitidas 500 mil debêntures simples com valor nominal unitário de R$ 1.000, prazo de vencimento de 60 meses e taxa de remuneração de 100% do CDI acrescida de spread de até 2,40% ao ano.
A operação será coordenada pelo Bradesco BBI e destinada exclusivamente a investidores profissionais, seguindo a Resolução CVM 160 com registro automático. As debêntures têm garantia real e vencimento programado para 27 de julho de 2030, cerca de cinco anos após a emissão.
A companhia de serviços marítimos utilizará os recursos líquidos captados principalmente para o resgate antecipado total das debêntures da 4ª emissão, uma estratégia de refinanciamento que ganha relevância considerando a dívida líquida bancária de R$ 1,159 bilhão reportada no 1T25, que representou alavancagem de 2,23 vezes o EBITDA. O movimento busca otimizar a estrutura de capital da empresa, que enfrenta pressão nas margens operacionais, com EBITDA recuando para 27% no primeiro trimestre, queda de 7 pontos percentuais em relação ao ano anterior.
O restante dos recursos será destinado ao reforço de caixa da empresa, fortalecendo sua posição financeira para futuras operações e sustentando os significativos investimentos em tecnologia que a companhia vem realizando. Durante o OceanPact Day 2025, em junho, a empresa destacou seus avanços em inteligência artificial e monitoramento remoto, tecnologias que mitigaram 120 eventos de risco em 2025 e representam investimentos estratégicos para melhoria da eficiência operacional e competitividade.
A oferta pública será realizada sob regime de garantia firme de colocação, com os documentos protocolados na CVM após o anúncio de início da distribuição. A OceanPact mantém registro na categoria "A" perante a CVM, o que permite acesso ao procedimento de registro automático para este tipo de operação.
Investidores devem acompanhar os próximos anúncios da companhia sobre o cronograma de distribuição das debêntures e o processo de bookbuilding para definição da taxa final de remuneração. A operação representa um movimento estratégico de otimização da estrutura de capital da empresa no setor de serviços marítimos.







