A OceanPact (OPCT3) anunciou que seu sistema de monitoramento remoto com inteligência artificial mitigou 120 eventos de risco em 2025, demonstrando avanços significativos em segurança operacional. A informação foi apresentada durante o OceanPact Day 2025, realizado em 17 de junho em São Paulo, evento que detalhou o desempenho do segmento de embarcações da companhia.
O sistema implementado pela empresa inclui câmeras com inteligência artificial, monitoramento 24/7 das operações e alertas automáticos de posicionamento crítico. A tecnologia permite visualização das telas dos radares em tempo real e comunicação imediata com as embarcações quando detectadas situações de risco, contribuindo para a redução de acidentes e melhoria da eficiência operacional que pode impactar positivamente as margens, considerando que a empresa enfrentou pressão na margem EBITDA no primeiro trimestre, que recuou para 27%.
Além do monitoramento por IA, a OceanPact realiza mais de 200 auditorias por ano e executou 15 investigações de quebras nos primeiros quatro meses de 2025. A empresa também conduz 70 simulados anuais por embarcação, reforçando o compromisso com a segurança operacional que impacta pessoas, operacionalidade e reputação corporativa. Estes investimentos em segurança e tecnologia demonstram o foco da companhia em otimização operacional, movimento que se alinha com a estratégia de conseguir reajustes significativos nas diárias, que cresceram 19% no 1T25, atingindo R$ 169 mil por dia.
A companhia apresentou ainda seu programa abrangente de gestão de marítimos, que inclui recrutamento em escolas navais, desenvolvimento de carreira, treinamentos em simuladores e participação nos lucros e resultados (PLR). O sistema de manutenção preventiva e preditiva utiliza análises de óleo, vibração, termografia e sensores online para monitorar temperatura, pressão e consumo dos equipamentos.
Os investidores devem acompanhar os próximos resultados trimestrais da OPCT3 para avaliar o impacto financeiro dessas tecnologias na margem operacional e na competitividade da empresa no setor de serviços marítimos offshore, especialmente considerando o backlog robusto de R$ 3,3 bilhões que oferece visibilidade de receita para sustentar estes investimentos em inovação.







