A OceanPact (OPCT3) divulgou nesta segunda-feira, 12 de maio de 2025, seus resultados financeiros referentes ao primeiro trimestre do ano. A companhia registrou lucro líquido de R$ 14 milhões, valor 36% inferior ao mesmo período de 2024, quando reportou R$ 21 milhões.

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A receita líquida alcançou R$ 459 milhões no período, representando crescimento de 11% em bases comparáveis em relação ao primeiro trimestre do ano passado. Os resultados excluem as receitas da parceria com a Reach, que impactaram positivamente os números de 2024.

O EBITDA ajustado totalizou R$ 126 milhões no 1T25, com retração de 12% na comparação anual. A margem EBITDA ex-Reach foi de 27%, apresentando queda de 7 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior, quando atingiu 35%.

A prestadora de serviços marítimos manteve taxa de ocupação de 82% de sua frota operacional, resultado em linha com o guidance da empresa. A diária líquida média cresceu 19%, atingindo R$ 169 mil no trimestre, contra R$ 142 mil no 1T24.

De acordo com o CEO Flavio Andrade, a expansão da receita reflete tanto a renovação de contratos existentes quanto o início de novos contratos, ambos com reajustes significativos nas diárias. "Estamos reportando um EBITDA de R$ 126 milhões, uma queda de 13% em relação ao ano passado, em função de três pontos principais: a docagem da embarcação Abrolhos, manutenções pontuais de 3 embarcações e o afretamento da embarcação Parcel dos Meros", explicou o executivo no documento.

Outro destaque do trimestre foi a entrada da OceanPact no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3, reconhecimento que, segundo a empresa, reforça sua reputação no setor de óleo e gás e abre portas para investidores ESG.

No segmento de Embarcações, a receita líquida, excluindo a parceria com a Reach, apresentou crescimento de 13% em relação ao mesmo período de 2024, totalizando R$ 288 milhões. Já o segmento de Serviços registrou aumento de 8% na receita, atingindo R$ 174 milhões.

A companhia encerrou março de 2025 com backlog de aproximadamente R$ 3,3 bilhões, uma redução de R$ 451 milhões em comparação ao final de dezembro de 2024. O principal fator para essa queda foi o consumo dos contratos existentes, totalizando R$ 478 milhões, parcialmente compensado por R$ 86 milhões de novos contratos assinados no período.

A dívida líquida bancária da OceanPact atingiu R$ 1,159 bilhão, representando aumento de 27% em relação ao 1T24. O índice de alavancagem medido pela relação dívida líquida bancária/EBITDA ajustado LTM ficou em 2,23, contra 1,57 no mesmo período do ano anterior.

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