O Méliuz (CASH3) informou que Israel Fernandes Salmen, presidente do conselho de administração e acionista do Bloco de Referência, reduziu sua participação acionária de 16,16% para 14,93% do capital social da empresa. A operação envolveu o encerramento de uma posição de aluguel tomado de ações, resultando na redução de 1.380.545 papéis em sua posição direta.
Com a movimentação, Salmen passou a deter diretamente 16.827.110 ações ordinárias da companhia de cashback, ante as 18.207.655 ações que possuía anteriormente. O executivo esclareceu que a operação não objetiva alterar a composição do controle ou a estrutura administrativa do Méliuz.
A redução na participação do presidente do conselho ocorre em um período de significativas transformações na estrutura acionária da empresa, que começaram com a conclusão da oferta pública de R$ 180 milhões em junho, quando foram emitidas 25,5 milhões de novas ações e o capital social aumentou quase 50%. Esta operação diluiu naturalmente as participações existentes e atraiu novos investidores institucionais de grande porte.
A redução resultou no aumento do free float da empresa, que passou de 77,57% para 78,80% do capital total. O Bloco de Referência, composto pelos acionistas signatários do acordo de acionistas, reduziu sua participação de 22,43% para 21,20%. Este movimento de ampliação da base acionária segue a tendência observada desde maio, quando investidores institucionais como a Canary IV adquiriu 5,80% das ações e o BTG Pactual consolidou sua posição como principal acionista institucional com 14,26%.
O aluguel de ações é uma operação financeira onde o investidor toma emprestado papéis de outros acionistas, geralmente para estratégias de hedge ou arbitragem. Ao zerar essa posição, Salmen eliminou a obrigação de devolver os papéis alugados, consolidando apenas sua posição proprietária direta.
A empresa informou que atualizará seu Formulário de Referência para refletir as mudanças na composição acionária, conforme determinam as normas da CVM. Investidores devem acompanhar se haverá novas movimentações no controle acionário nos próximos trimestres, considerando que a companhia mantém sua estratégia de fortalecimento dos investimentos em Bitcoin e a diversificação de sua base de investidores institucionais.







