O BTG Pactual consolidou sua posição como principal acionista institucional do Méliuz (CASH3) ao elevar sua participação para 14,26%, movimento que representa a culminação de uma estratégia de acumulação iniciada durante a oferta pública de R$ 180 milhões concluída em junho, quando o banco coordenou a operação e subscreveu 2.835.000 ações a R$ 7,06 cada.

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A atual participação de 16.070.283 ações consolida movimentações anteriores do conglomerado BTG na companhia. Em maio, o BTG Pactual S.A. havia reduzido sua exposição para 2,78% através do encerramento de operações com derivativos, enquanto simultaneamente a gestora BTG WM elevava sua participação para 8,12% das ações, sinalizando uma reestruturação interna da exposição ao Méliuz dentro do grupo financeiro.

O banco esclareceu que a aquisição visa "objetivo de mera realização de operações financeiras", sem pretensão de alterar controle ou estrutura administrativa, mantendo os direitos econômicos "preponderantemente de propriedade das contrapartes" nas operações estruturadas. Esta abordagem replica a estratégia adotada nos comunicados anteriores, quando o BTG enfatizou o caráter estritamente financeiro de suas operações.

Para os investidores do Méliuz, o movimento representa significativa validação institucional da estratégia de captação para investimentos em Bitcoin que transformou a empresa na primeira Bitcoin Treasury Company do Brasil. O interesse crescente de grandes investidores, incluindo a entrada da Canary IV e agora a consolidação da posição do BTG, demonstra como a estratégia inovadora da companhia tem atraído capital institucional qualificado, especialmente após a conclusão bem-sucedida da oferta pública que superou em 20% o montante inicialmente previsto.

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