A Vale (VALE3) respondeu nesta quarta-feira, 18 de junho de 2025, a questionamento da B3 sobre oscilações atípicas em suas ações, que variaram entre alta de 3,26% e queda acentuada de 4,51% no período de 4 a 17 de junho. A mineradora esclareceu que não possui informações específicas que justifiquem os movimentos, atribuindo a volatilidade a fatores normais do mercado de commodities.
O volume de negociação das ações disparou durante o período analisado, chegando a R$ 2,21 bilhões no dia 16 de junho, quando o papel registrou alta expressiva de 3,26%. No dia seguinte, as ações despencaram 4,51%, movimento que levou a B3 a solicitar esclarecimentos formais à empresa.
Segundo a Vale, as oscilações refletem principalmente variações no preço do minério de ferro, que representa aproximadamente 79% da receita líquida da companhia no primeiro trimestre de 2025. Durante o período, o preço da commodity na Bolsa de Dalian acumulou desvalorização de 3,4%, pressionado por incertezas sobre a demanda global, especialmente da China, além de tensões geopolíticas no Oriente Médio. Esta dependência do minério de ferro consolida a posição construída pela produção recorde de 328 milhões de toneladas registrada em 2024, que sustentou receita operacional de US$ 38,1 bilhões e reforçou a mineradora como segunda maior produtora mundial da commodity.
A recuperação robusta do dia 16 de junho foi impulsionada por dois fatores: sinais de possível diálogo entre Israel e Irã, que aumentaram o apetite por ativos de risco, e o anúncio da obtenção da licença prévia para o projeto de cobre Bacaba, no Pará. Este marco representa um avanço significativo na estratégia de diversificação da Vale, que busca dobrar sua capacidade produtiva de cobre de 348 mil toneladas em 2024 para até 500 mil toneladas em 2030, reduzindo gradualmente a dependência exclusiva do minério de ferro. A Vale também destacou que seus pares internacionais, como BHP e Rio Tinto, apresentaram movimentos similares no mesmo período.
A companhia reiterou que permanece exposta a riscos de volatilidade nos preços de seus produtos, conforme já divulgado em seu Formulário de Referência. O mercado deve acompanhar a evolução dos preços do minério de ferro e os desenvolvimentos geopolíticos que podem continuar influenciando o desempenho das ações da mineradora nos próximos pregões, especialmente considerando que os próximos anúncios sobre projetos de expansão previstos na estratégia de crescimento até 2030 podem oferecer novos catalisadores para reduzir a volatilidade através da diversificação do portfólio de produtos.







