A ENGIE Brasil (EGIE3) submeteu à CVM o pedido de registro para sua primeira emissão de debêntures verdes, com valor total de R$ 2,2 bilhões. A operação representa um marco na estratégia de sustentabilidade da elétrica, que busca recursos com foco em projetos ambientais através de 2,2 milhões de debêntures simples não conversíveis, com valor nominal unitário de R$ 1.000.

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Esta é a 15ª emissão de debêntures da companhia, mas a primeira classificada como "green bonds", baseada no Green Finance Framework da empresa. A emissão conta com certificação da consultoria especializada DNV Business Assurance e aproveitará os incentivos fiscais previstos na Lei 12.431/2011, oferecendo benefícios tributários aos investidores.

As debêntures serão distribuídas em duas séries da espécie quirografária, seguindo o rito de registro automático para emissores com grande exposição ao mercado. Os recursos captados serão destinados ao pagamento de gastos futuros e reembolso de despesas relacionadas aos projetos detalhados na escritura de emissão, celebrada em 16 de junho de 2025.

A aprovação da operação foi deliberada pelo Conselho de Administração da ENGIE Brasil em reunião realizada em 16 de junho. O movimento demonstra o avanço da empresa na agenda ESG e pode sinalizar maior foco em investimentos sustentáveis, tema que vem ganhando relevância entre investidores institucionais no mercado brasileiro.

Esta captação verde consolida a estratégia sustentável que levou a ENGIE Brasil a celebrar 20 anos consecutivos no Índice de Sustentabilidade Empresarial da B3, onde ocupa o 4º lugar geral entre 82 empresas selecionadas. A companhia, que se posiciona como a maior geradora 100% renovável do país, realizou em 2024 um investimento recorde de R$ 9,7 bilhões direcionados principalmente para projetos solares e eólicos.

Os R$ 2,2 bilhões desta emissão verde complementam a estratégia de expansão da empresa, que recentemente finalizou a aquisição das Usinas Hidrelétricas Santo Antônio do Jari e Cachoeira Caldeirão por aproximadamente R$ 3 bilhões, operação que adicionará 612 MW de capacidade instalada ao portfólio. Esta movimentação de capital ocorre em momento positivo para a companhia, que registrou lucro de R$ 823 milhões no primeiro trimestre de 2025, crescimento de 3,8% comparado ao mesmo período anterior.

A estruturação desta primeira debênture verde reflete a maturidade financeira da ENGIE Brasil, que mantém histórico consistente de acesso ao mercado de capitais e política sólida de remuneração aos acionistas, tendo anunciado aproximadamente R$ 1,65 bilhão em dividendos para 2024. A certificação DNV e os incentivos fiscais da Lei 12.431/2011 tornam a operação atrativa tanto para a empresa quanto para investidores focados em ativos sustentáveis.

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