A Sequoia (SEQL3) adiou novamente a divulgação de seus resultados do primeiro trimestre de 2025, transferindo o prazo de 11 de junho para 14 de julho. O comunicado marca o sétimo fato relevante da transportadora sobre atrasos nas demonstrações financeiras desde abril deste ano.
Este novo adiamento representa uma escalada significativa em relação ao sexto adiamento consecutivo anunciado em junho, quando a empresa já havia postergado a divulgação seis vezes consecutivas desde abril. O principal motivo do adiamento é a mudança de auditor independente, que consequentemente atrasou também a divulgação das demonstrações de 2024. A situação reflete diretamente a substituição da Ernst & Young pela BDO RCS Auditores Independentes, aprovada em maio como parte do rodízio obrigatório da CVM.
A empresa ainda cita "o volume de ajustes provenientes do Plano de Recuperação Extrajudicial" como fator complicador do cronograma. A complexidade deste processo de reestruturação tem se mostrado um desafio constante para a transparência da companhia, especialmente considerando que paralelamente aos adiamentos sucessivos, a Sequoia também enfrentou a saída de dois conselheiros independentes, criando necessidade de recomposição do Conselho de Administração.
A sequência de adiamentos começou em 17 de abril e se repetiu em 29 de abril, 7 de maio, 13 de maio, 26 de maio e 9 de junho, sempre relacionada aos mesmos problemas estruturais. O ITR do primeiro trimestre deveria ter sido publicado junto com o balanço anual de 2024. O cenário de instabilidade operacional também se refletiu no aumento de capital que registrou baixíssima adesão em maio, quando foram subscritas apenas 4.357 ações de um total previsto de até 16.250.000 ações.
A Sequoia reiterou seu "compromisso com a transparência" e o "pleno cumprimento das normas contábeis e regulatórias", prometendo manter investidores informados sobre novos desdobramentos. A empresa passa por processo de recuperação extrajudicial, o que tem impactado seus prazos de reporting financeiro.







