A Brava Energia (BRAV3) registrou receita líquida de R$ 2,9 bilhões no primeiro trimestre de 2025, alta de 47% na comparação trimestral, impulsionada pelo forte crescimento da produção de petróleo. O EBITDA ajustado saltou para R$ 1,1 bilhão, representando crescimento de 100% em relação ao trimestre anterior, consolidando a trajetória de recordes históricos iniciada no 1T25, quando a companhia reportou EBITDA Ajustado de R$ 1,07 bilhão e estabeleceu novos patamares operacionais, enquanto a produção média diária atingiu 71 mil barris de óleo equivalente.
A companhia estabeleceu novo recorde de produção em maio de 2025, com 89 mil barris por dia, crescimento de 25% comparado à média do primeiro trimestre. Este resultado dá continuidade à sequência de recordes mensais que caracterizou o período, superando inclusive o recorde histórico de 88,6 mil boe/d registrado em maio, que já havia consolidado a aceleração produtiva iniciada com os 81,8 mil boe/d alcançados em abril. O desempenho reflete a maturação dos investimentos em Atlanta e Papa-Terra, seus principais ativos offshore, que concentram 52% da produção total da empresa.
A Brava encerrou o trimestre com posição de caixa robusta de US$ 831 milhões, após amortização líquida de US$ 98 milhões em dívidas. O custo de extração (lifting cost) permaneceu competitivo em US$ 17,3 por barril, excluindo custos de afretamento, demonstrando eficiência operacional mesmo com a expansão das atividades.
O projeto Atlanta, na Bacia de Santos, onde a empresa detém 80% de participação, deve conectar dois novos poços (2H e 3H) em junho, o que pode elevar ainda mais a produção. Esta fase representa a continuidade natural da estratégia de expansão que conectou os poços 4H e 5H em abril, quando a empresa começou a operar com quatro unidades produtivas no campo e estabeleceu as bases para os recordes produtivos subsequentes. A companhia possui reservas provadas de 479 milhões de barris (excluindo BC-10), com 92% concentradas em óleo e vida útil superior a 15 anos com o atual ritmo de produção.
Os investidores devem acompanhar o impacto da conexão dos novos poços em Atlanta nos resultados do segundo trimestre e a evolução da disputa arbitral envolvendo Papa-Terra, que pode afetar a participação da empresa no campo. A redução do número de sondas onshore de 24 para 8 no terceiro trimestre demonstra o foco em eficiência operacional.







