A Vale (VALE3) apresentou em sua mais recente apresentação ESG um programa de mineração circular que pode elevar sua produção de minério de ferro de 12,7 milhões de toneladas em 2024 para mais de 30 milhões de toneladas até 2030. Este programa complementa a estratégia de crescimento apresentada em maio de 2025, quando a companhia detalhou planos de expandir a produção total das atuais 328 Mt para cerca de 360 Mt até 2030, demonstrando como a mineração circular se tornou um pilar fundamental para atingir essas metas de expansão sustentável.

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Paralelamente, a mineradora destinou US$ 5 bilhões para seu programa de descaracterização de barragens, com US$ 2,2 bilhões já investidos até março de 2025. A empresa conseguiu reduzir em 74% o número de barragens em nível de emergência desde 2020, com meta de eliminar todas as estruturas em nível 3 de risco até o final de 2025. Este progresso materializa anos de investimentos estruturados, incluindo os R$ 7,4 bilhões destinados a iniciativas de descarbonização desde 2020, evidenciando como a agenda ESG da Vale evoluiu de compromissos para resultados operacionais concretos.

Os indicadores de segurança mostram evolução significativa, com queda de 68% na taxa total de frequência de acidentes registráveis (TRIFR) entre 2019 e 2024, saindo de 3,5 para 1,1. As lesões registráveis de alto potencial caíram 61% no mesmo período, de 51 para 20 ocorrências. A Vale também se tornou referência no setor, com TRIFR inferior aos principais concorrentes globais, resultado que se beneficia da liderança executiva estabelecida com a nomeação de Grazielle Parenti como Vice-Presidente Executiva de Sustentabilidade em junho, trazendo mais de 30 anos de experiência para consolidar esses avanços operacionais.

Na frente climática, a Vale se tornou a primeira empresa brasileira e primeira grande mineradora mundial a adotar os padrões ISSB para transparência em riscos climáticos, dois anos antes do cronograma obrigatório da CVM. Esta liderança concretiza o anúncio pioneiro feito em maio de 2025, quando a empresa informou que seria a primeira no Brasil a adotar voluntariamente os padrões IFRS Sustainability Disclosure Standards, demonstrando como a mineradora transformou compromissos de transparência em vantagem competitiva no mercado de ESG.

Para as reparações de Brumadinho e Mariana, a Vale destinou R$ 63 bilhões e R$ 170 bilhões respectivamente, com 75% de progresso no acordo de Brumadinho até o final de 2024. Os investidores devem acompanhar a evolução da implementação do programa de mineração circular e o cumprimento das metas de segurança como indicadores da capacidade da empresa de sustentar crescimento de longo prazo.

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